quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Revista Bunker Secreto #1 - JAN.2017

Agora este blog vai ter uma revista que vai ser uma espécie de "compêndio" do que foi mais interessante e popular nos ultimos tempos. Ainda não tem uma periodicidade, mas vai saindo conforme tiver tempo.

Se quiser você pode fazer download em PDF neste link: http://issuu.com/bunkersecreto/docs/revista_bunker__secreto__1


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Seek Thermal Câmera Termovisora para Celular

Meu amigo visitou os EUA e pedi que comprasse pra mim o Flir One. Como não encontrou, voltou com a Seek Thermal, uma concorrente. Achei legal o produto, mas acredito que a tecnologia MSX da Flir deve fazer uma boa diferença na nididez da imagem. Veja como ficou algumas delas:


Geladeira: o brilho vermelho é da lampada, que é quente.



Banheiro: a imagem vermelha mostra por onde escorreu a água quente.





sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Revista Eletrônica Popular Volume 51 Numero 5 Novembro de 1981

Agora no blog vamos divulgar cópias de revistas publicadas antigamente. Este esforço será feito à medida das minhas capacidades pessoais, pois, convenhamos, é um saco ficar escaneando revistas, apesar de preferir guardá-las em PDF do que fisicamente.

revista_eletronica_popular_volume_5
Clique aqui para ler no ISSUU


Sempre comprei minhas revistas num bazar "aki perdicasa". Volta e meia faço minhas pesquisas e ainda é difícil encontrar material bom e descrito em detalhes, haja vista que a maioria dos circuitos disponíveis na internet são apenas imagens precárias do esquemático do circuito, não traz nenhum detalhe dos componentes, não tem comentários do autor, nada. 

À princípio eu ia escanear apenas para mim, mas a ideia de publicá-los na internet surgiu depois que um amigo meu comprou um conjunto dessas revistas a um preço bem salgado de R$ 5.00 por unidade. Onde comprei gastei R$ 1,00 por unidade e olha que isto já é bem caro nos parâmetros deles.

Nesta primeira vez a revista publicada será a edição de Novembro de 1981 da revista Eletrônica Popular, que contém, entre outros, os seguintes artigos (com circuitos):

  • Gerador de Ruído Ambiental;
  • Controle de Temperatura Eletrônico;
  • Antenas: instalação;
  • Equalizador Nashville NEQ-01 da Micrologic;
  • Estéreo Fantasma - Amplificador de 50W;
  • "Saca-Rolhas" - Amplificador de RF;
  • Revivendo a Antena Contra Peso;
  • Receptor Heatkit SB-301;
  • Provador de Cristais;



As revistas serão publicadas no site ISSUU e poderão ser baixadas em PDF. O link para a Revista Eletrônica Popular Volume 51 Numero 5 Novembro de 1981 é https://issuu.com/bunkersecreto/docs/revista_eletronica_popular_volume_5

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Sticky art na avenida pompéia


Estava colado sobre a tampa de uma caixa de disjuntores, tirei uma foto e dei uma tratada no photoshop.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Como fazer um divisor de tensão com resistores em série

Na eletrônica, muitas vezes nos deparamos com situações em que temos uma fonte com um valor de tensão maior do que àquela requerida pela carga. Existe, felizmente, uma forma de você reaproveitar a fonte, com um circuito divisor de tensão.


O circuito abaixo mostra um divisor de tensão:


Considere que a tensão de entrada (Vin) é de 9V e você precisa de 4,5V. Neste caso, basta colocar dois resistores de valores iguais e terá, como tensão de saída (Vout), os 4,5V. Em qualquer situação em que R1 for igual a R2, a tensão de saída será sempre a metade da tensão de entrada.

Para obter uma tensão de saída com um valor diferente você vai precisar utilizar a seguinte fórmula:


Então, digamos que você tem uma tensão de entrada de 5V e precisa de uma tensão de saída de 3V. Para obter esta tensão de saída, o R1 vai ter que ter o valor de 1,2KΩ e o R2 vai ter que ter o valor de 1,8KΩ. Repare que se você inverter a posição dos resistores (trocar R1 por R2) a tensão de saída cai para 2V (dica: coloque esta fórmula no Excel).

Quando fizer o cálculo dos resistores, faça também o cálculo da potência dos resistores com a fórmula P=V²/R. Ao determinar a potência, multiplique o resultado por 1,2 para certificar-se de que você tenha uma margem de 20%. Se você colocar um resistor com potência inferior àquela requerida pelo circuito, o resistor vai queimar porque não dissipou direito o calor gerado na resistência.

Existe ainda a possibilidade de trocar os dois resistores por um potenciômetro. O circuito abaixo mostra esta configuração.




O princípio de funcionamento de um potenciômetro é o seguinte: entre o ajuste e cada terminal existe uma resistência que pode ser variável conforme manipulação do eixo do potenciômetro. Coloque um multímetro na escala de resistência, posicione uma ponta de prova no ajuste e a outra em um dos terminais. Quando você girar o potenciômetro totalmente para um dos lados, a resistencia entre o pino do ajuste e o primeiro terminal terá aumentado e a resistência entre o pino do ajuste e o segundo terminal terá diminuído. Em suma, um potenciômetro pode ser considerado um componente com dois resistores em série, e é por isso que você pode utilizá-lo para variar a tensão.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Faça uma década de resistência bem baratinha (Resistance Box)

A década de resistência não é nem um aparelho e nem um instrumento de medição: é uma ferramenta de trabalho. Imagine-se numa situação em que você tem um circuito no protoboard e tem um determinado resistor dando trabalho demais, sendo que em circunstâncias normais você teria que trocá-lo por vários outros até achar um de valor ideal para o seu projeto. Ocorre que, apesar de baratos, muitas vezes não compensa ter um estoque grande de resistores de vários valores e potência. Não seria melhor ter um só resistor em que você pudesse mudar o valor?

Pois bem, a década resistiva é uma ferramenta desenvolvida pensando neste propósito. Tratam-se de uma ferramenta essencial para laboratórios tecnicos, pesquisa e desenvolvimento, escolas, entre outros, porque possibilitam a seleção de uma ampla faixa de valores de resistência.

Mas, para aqueles pobres técnicos de eletrônica e estudantes que, como eu, não tem espaço para ficar guardando resistores em seu devido lugar (e já se cansou de vê-los jogados numa caixa de sapatos esperando o dia em que serão finalmente organizados), esta é uma ferramenta que pode acabar saíndo muito caro para o bolso.

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O modelo que você vê na foto é de um fabricante brasileiro bastante famoso. No Mercado Livre encontrei um revendedor oferecendo-o por pouco mais de R$ 3.000,00. À princípio parece um estorvo este valor, mas é também uma ferramenta difícil de quebrar e para um mercado muito pequeno. Felizmente, encontrei uma saída para quem quiser fazer uma caixa de resistência (década de resistência, decada resistiva, chame do que quiser...) por um custo bem baixo. Mas antes, vamos entender como isto funciona.

O circuito básico de uma década de resistência está ilustrado na imagem abaixo. Em conversa com uma amiga minha que trabalhou na empresa que fabrica este modelo da foto acima, ela me disse que a década de resistência não possui placas e que os resistores utilizados são resistores de precisão (um pouco mais caros que os resistores convencionais) e que estes resistores são soldados diretamente nas chaves seletoras. Estas chaves seletoras possuem 1 pólo e 10 posições, uma interligada à outra, conforme a seguir.


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A imagem acima é meio que um "resumo" pois o aparelho da primeira foto possui seis chaves seletoras, mas, dando pra entender, então tá valendo. Nas extremidades você coneca as pontas de prova, as quais vão para o protoboard. Repare duas coisas: a primeira é que o aparelho não possui fonte de alimentação, pois é uma ferramenta, e a seguinda é que os resistores estão conectados em série, conforme o usuário seleciona a posição de cada chave. Agora imagine então que você tem a  seguinte sequencia  de valores com as chaves seletoras:

          1ª chave: escala de 0 a 100 ohms;
          2ª chave: escala de 100 a 1K ohms
          3ª chave: escala de 1K a 100K ohms
          4ª chave: escala de 100K a 1M Ohms;

Portanto, se durante um teste eu precisar de uma resistência de 1K1, bastaria eu selecionar a primeira chave na posição de 100 ohms, a segunda na posição de 1K ohms e a terceira e a quarta na posição zero. Teriamos, assim, uma resistência equivalente de 100 ohms + 1K ohms = 1K1.

Mesmo assim, comprar chaves seletoras e potenciômetros de precisão, além dos knobs e de uma caixa me pareceu uma ideia ainda muito cara. Você faça o seu se quiser. O meu resolvi fazer com potenciômetros! Penso que o princípio ainda é o mesmo, com a diferença que você vai ter que medir a resistência com um multímetro, mas até aí tudo bem. Dificilmente um potenciômetro assume o valor de zero quando estiver na escala mais baixa, sempre sobra um pouco de resistência. Portanto, não tem como você deixar um potenciômetro na escala "zero" e impedir que a ferramenta funcione.

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Esses potenciômetros eu já tinha, portanto não gastei um centavo. Instalei tudo dentro de uma caixa de fita VHS antiga que eu tinha e "voilá"! Ficou legal pra caralho!



Se você gostou deste projeto e se interessou, fique sabendo que também existe a Décadas de Capacitância e a Década de Indutância, mas estes eu ainda não fiz.