terça-feira, 24 de novembro de 2015

Brasil pode encerrar 2015 com até 1 milhão de empregos perdidos

É grave a informação de que o país já acumula mais de 800 mil postos de trabalho fechados até agora. Em economia, para cada emprego é criado são 5 pessoas que se beneficiam diretamente. Isto significa que um total de 4 milhões de pessoas vai ter um Natal com frango assado, na melhor das opções.

O comércio aposta que em determinadas épocas como dia das mães, dia dos pais, páscoa e natal são períodos de maior consumo, porém, a situação catastrófica da economia brasileira já se arrasta desde os tempos da Copa do Mundo. Apesar dos artigos festivos (buzina, apito, chapel, bandeira verde-amarela) fazer grande sucesso em períodos do mundial, em 2014, quem apostou na venda desse tipo de mercadoria acabou acumulando mais estoque do que imaginava, até porque, não tivemos clima de copa já por causa da corrupção de estádios superfaturados, manifestações eclodindo em todos os cantos do país e repressão estatal agressiva. A expectativa para este Natal não será diferente do que houve com a Copa.

Um indicador são as vagas temporárias: é muito comum que em épocas de festas os shopping centers contrate uma mão de obra extra para dar conta do atendimento e volume de vendas. Os shoppings estão vazios há algum tempo, não se vende mais nada, portanto, quase não se vê divulgação de vagas temporárias em lugar algum.

O setor atinge também as induústrias que não aguentam mais: a MWM, fabricante de motores de linha pesada, fechou a fábrica no Rio Grande do Sul e 700 pessoas estão hoje sem emprego. Primeira pergunta: cadê o sindicato? Segunda pergunta: porque eles não organizaram os trabalhadores para protestar contra a atual ditadura petista que está sendo instalada?

Sindicato só serve para arrecadar dinheiro para o PT e a esquerda brasileira em geral. E não vão organizar os trabalhadores contra eles mesmos porque praticamente todos os sindicatos deste país são submissos à CUT, portanto, ao PT e Foro de SP. Com efeito, tanto o trabalhador como o empresário são reféns do comunismo.

Mas agora a fonte secou e em breve a população aclamará por sangue. "E de quem é a culpa desta situação toda?" - perguntarão. Claro que é da Dilma Rousseff, do Lula, do PT e do Foro de São Paulo. Estas pessoas são as maiores inimigas do Brasil e do mundo inteiro. 


domingo, 22 de novembro de 2015

Por quê sou tratado mal no trabalho?

Se você chegou até aqui é porque anda sofrendo o famoso assédio moral, ou em termos mais recente, o dito "bulling" no seu ambiente de trabalho. Independente de quem ou porque estão te assediando, a primeira coisa que você tem que entender é que você dá os motivos para ser odiado. E um deles, acredite, é porque você é competente.


Diversas pesquisas apontam que a maioria das pessoas não se sentem profissionalmente realizadas no seu atual trabalho. Isto significa que boa parte dos teus colegas de trabalho apenas fazem parte da empresa por causa do dinheiro que recebem no fim do mês. O que estas pessoas querem apenas é chegar na empresa, dedicar-se ao mínimo necessário, bater o cartão e voltar para a casa.

As empresas chegam a este ponto por causa de quem colocou estas pessoas ali. Muitos dos processos seletivos de hoje não são feitos tendo por base um alinhamento mais próximo possível entre o perfil do candidato e o perfil ideal do cargo. O que se faz hoje é algo horrível chamado "indicação". O gestor, quando identifica a necessidade de contratação, considera a entrevista de candidatos como algo maçante e inútil. É mais prático pegar o telefone, ligar para um conhecido e perguntar se ele indica alguém.



Desta forma, este tipo de processo de admissão irá beneficiar àqueles que se dedicaram a construir uma networking ao longo de sua carreira. Quem correu atrás de prontificar resultados mensuráveis - como qualquer pessoa competente fez - perdeu seu tempo.

O empresário de hoje não duvida que muitos dos candidatos falam a verdade sobre suas contribuições e vitórias ao longo de suas carreiras, mas ele acredita que corre menos risco de ser enganado quando contrata alguém que é conhecido de um conhecido seu. Ledo engano...

Praticas deste tipo são apenas um exemplo entre outros tantos de pessoas não qualificadas que aceitam um convite de uma empresa por causa do salário. Outros motivos - mais patéticos que este - são: bunda e seios grandes, rosto atraente, mulher ou homem dispostos a fazer sexo em troca de crescimento na carreira e aumento de salário...

A inveja não tem limites ou restrições: até seu chefe pode ser um dos que mais te invejam e querem te prejudicar. Sim, se você fez algo muito importante e cujo mérito quem recebeu foi ele e não você, então você deve saber que teu chefe te sacaneia.

Infelizmente, para quem é competente, veste a camisa da empresa e se dedica arduamente para trazer resultados, a visão que estas pessoas têm da empresa em que trabalham é de que há ali dois grupos: os que trabalham e os vagabundos.

Portanto, líder incompetente e funcionários não qualificados são os motivos de você ser xingado na cara dura no seu trabalho, ter inimigos, ser alvo de piadas e intrigas, entre outros. Não existe remédio para este tipo de situação.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Testes ridículos

Candidatar-se às oportunidades que as empresas oferecem hoje no Brasil é uma via cruxis. A patifaria começa quando você vai fazer a entrevista e o entrevistador te avisa que tem que fazer outra entrevista com o chefe da área e, depois, outra entrevista com o gerente. Em casos assim o total é de três entrevistas e R$ 21 reais gastos em condução, isto é, sem contar a roupa lavada e demais conduções que você vai precisar tomar. No final, vai embora com a promessa de receber uma resposta da empresa que nunca vem.

Outra forma dos recrutadores fazer exibicionismo de sua mediocridade são testes eliminatórios com perguntas medíocres como as que você vê acima...  Sem comentários.




terça-feira, 17 de novembro de 2015

São Paulo: cada vez pior

Se existe uma frase que poderia resumir as condições desta cidade, particularmente depois que a gestão dela foi assumida pelo "prefeito" Malddad, e' esta que você lê no título desta publicação.

Enquanto escrevo agora, eu estou no escuro, sem fornecimento de energia elétrica na minha residência, juntamente com outros milhões de paulistanos que estão pagando IPTU elevado arbitrariamente desde 2013  e até hoje não se vê melhorias na infra estrutura pública desta cidade.

Talvez o Malddad tenha a qualificação para ser um prefeito de cidade interiorana, ou quem sabe, algum vilarejo de Cuba, porque para prefeito de metrópole do ocidente capitalista e' percebido há tempos que não tem qualificação mínima necessária.

A foto abaixo e' a nossa São Paulo, irreconhecível, parece que voltou 'a idade média....


Região: Barra Funda.

domingo, 15 de novembro de 2015

Artesanato dos infernos...

A foto que você vê abaixo foi tirada dentro de uma loja de artesanato em Ubatuba. Conheço a loja quase desde que me entendo por gente. Sempre que venho para essas bandas eu dou uma passada lá.

São coisas variadas, todo o tipo de artesanato que se possa imaginar. Um dos artigos muito comum são aqueles feitos de madeira ou bambu entalhado por índios - acredito - que vivem nas proximidades da cidade. 

A "novidade" agora são essas rolas de madeira. Nem me perguntem a que preço estavam sendo vendidas, pois nem tive o maldito interesse. Fiquei olhando o suficiente para tirar uma fotografia para mostrar aqui. Não resisto em imaginar a cara ou o tipo de figura que estaria disposta a comprar esse tipo de merda. Independente da cara da pessoa, uma coisa e' certa: e' pra enfiar no cu.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Spencer Monroe está morto. E não será o último. #S06E05 #TheWalkingDead

Passou despercebido aos olhos de muita gente o sangue escorrendo pelo muro de Alexandria que vinha do alto da torre de observação ao lado do portão. A cena começa com a “ex-líder” de Alexandria, Deanna Monroe, gritando e batendo contra o portão. Com os zumbis do outro lado, ela se cansa e aparentemente volta para casa. A câmera pára e foca no muro, onde um pequeno rastro de sangue se forma e que vinha do alto, onde fica a torre e onde estava o Spencer, o último filho vivo da Deanna.

As circunstâncias sobre as quais ocorreu a sua morte ainda não estão claras e me parece que será algo a ser esclarecido nos próximos episódios. Spencer, que havia trocado de lugar com a Carol, foi mostrado pela última vez enquanto estava vivo comendo salgadinhos que provavelmente tinha roubado da dispensa comunitária.

Esboçamos aqui as seguintes possibilidades sobre sua provável morte:
  1. Ele cometeu suicídio em função da realidade chocante e da nova situação que enfrenta a comunidade de Alexandria, nunca antes sentida;
  2. Ele foi morto por um dos “Lobos” como parte de uma tática de invasão da comunidade no meio da noite;
  3. Ele foi morto por alguém de dentro da comunidade de Alexandria, por parte de algum desafeto;

As possibilidades acima, acredito que a primeira seja a mais provável. Acho difícil que alguém da turma dos Lobos o tenha atacado, até porque, seria necessário passar por meio de todos aqueles zumbis que estão do lado de fora, o que lhe daria tempo de soar um alerta para o restante da população. Por outro lado, se sua morte foi decorrente de algum tipo de ataque inicial por parte de alguém do grupo dos Lobos, e considerando aqui o perfil maluco daquelas pessoas, acho que esta possibilidade não deve ser descartada. Sobre a última, não há muito o que dizer se ele tinha ou não desafetos com outras pessoas, e que alguém de saco cheio resolveu “acertar as contas”, mas ocorre que Spencer era filho do Reg, que construiu os muros, além de ser filho da Deanna que dirigia o lugar e irmão do Aiden que era uma espécie de “líder militar”. Portanto, ele era membro de uma espécie de “elite local” da comunidade, e com as coisas do jeito que estão é possível que alguém tenha se aproveitado da situação.

Já a Deanna entregou os pontos completamente, andando pelas ruas e percebendo a crise ao seu redor, o seu despreparamento como líder chega ao ponto em que reconhece sua total incompetência de administrar o grupo para se defender. Isto é clássico: qualquer pessoa tem competência para delegar tarefas às outras, mas o que faz um líder o que é, é a sua capacidade de enfrentar crises, e Deanna demonstrou que não tem condições de enfrentar os novos acontecimentos que perturbam Alexandria desde a chegada do grupo do Rick.

Do jeito que ela foi manipulada, não duvido que Spencer tenha sido morto por alguém como a Carol que, vendo a situação, tratou de matar o último filho que restou à Deanna para que ela entrasse numa espécie de colapso emocional e se visse completamente incapaz de fazer qualquer coisa, abrindo-se assim, um caminho para que Rick se torne o líder definitivo da comunidade. Neste cenário obscuro, talvez o único papel que lhe caiba é o de conselheira, tal como Hershell o foi.

Este pensamento parece um pouco absurdo, mas escrevo isto tendo por base algumas frases ditas pelo Rick, como por exemplo:

  • “Quantos de vocês eu preciso matar até que vocês mudem?”
  • “Podemos tomar este lugar para nós”
  • “Gente como o Carter não tem o direito de estar vivo”

A “moral” que anteriormente estava vigente em Alexandria mudou drasticamente. Uma delas foi a pena de morte, que anteriormente não existia e passou a existir. Outra mudança foi o porte de armas. E, por fim, a mudança de clima de total segurança para sensação de insegurança e medo constante, tal como revelou a nova médica da comunidade, numa conversa com a Rosita.

Se pararmos para pensar, não é graças ao Rick que as pessoas ainda estão vivas, mas ao muro que Reg construiu. O próprio Rick, que teve uma idéia de pegar um motorhome para atrair uma horda de zumbis para longe de Alexandria depois que tocou a buzina, viu sua idéia dar completamente errada quando foi cercado pelos integrantes remanescentes dos Lobos e, em seguida, pelos zumbis. Sua história prossegue com ele correndo em direção ao muro construído pelo Reg.

Até agora sabe-se que o Rick e a Carol possuem planos paralelos de tomar a comunidade, mas não se sabe a plenitude deste plano. Após a morte do marido a Jeanna se viu apaixonada pelo Rick e este novo relacionamento vai transformar a vida do Ron ainda mais insuportável. Até achei que o Ron fosse se rebelar e fugir da comunidade, mas parece que ele vai ficar. Este garoto está nutrindo grande ódio pelo Carl e é certo que pretende mata-lo. Em uma das cenas, quando Carl decide pedir sua ajuda, Ron está literalmente esfaqueando o gramado, provavelmente pensando no seu inimigo. Mas ele sabe que não conseguirá matar o Carl ou o Rick (que está em vias de se tornar o seu padrasto) até porque ambos são muito melhor preparados para lutar e sobreviver do que ele. Assim, faz sentido que Ron se finja de “bom menino” para aprender a atirar e se vingar da morte do pai e pelo amor perdido (portanto, matar o Rick e o Carl) quando o momento lhe for oportuno.

Como vimos, a comunidade de Alexandria nunca mais vai ser tranqüila como era antes.


Antes de finalizar, cogitaram que a mão do Rick tivesse sido mordida e que ele estava com as horas contadas para morrer. No episódio do último domingo sua mão apareceu enfaixada, portanto, deve ter sido apenas um corte, nada mais. E, quanto ao Glenn, por mais que ele seja durão e muito criativo quando se trata de dar um jeito de sobreviver, ainda acho muito difícil que ele tenha sobrevivido ao ataque dos zumbis quando estava na compania do Nicholas. A falta de um sinal, como se viu no último episódio, parece corroborar a tese de que ele esteja morto mesmo. Uma coisa que não foi cogitada ainda é que ele tenha sido capturado como refém por parte dos Lobos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

E multiplicam-se os brechós

Quase que desaparecidos durante o curto período de crescimento econômico que houve até 2013, os brechós começam a voltar gradativamente e com grande força nos bairros do centro de São Paulo. Não é difícil de entender o motivo, já que seu surgimento é justificado pela situação de merda na qual se encontra a economia brasileira, cujo fator principal de sua recessão se deve à crise política por culpa de uma ditadora comunista que já tomou este país de assalto.

Com o aumento da pobreza e do desemprego, existe uma demanda deste tipo de comércio de coisas usadas por parte de criaturas desesperadas que precisam se desfazer das suas coisas rapidamente em troca de dinheiro. É curioso como se mantém este tipo de empreendimento, haja vista que a revenda dos artigos usados é feita geralmente por preços muito baixos, portanto, tem-se aqui uma idéia de que são adquiridos por valores mediocres.

A bem da verdade, o brechó quase nunca desapareceu da sociedade, porque o brasileiro nunca deixou de ser pobre: quando a economia está boa, o brechó joga fora as roupas e vira loja de antiguidades a preços caríssimos. Se a economia piora, vende todos os rádios, TV e video-games antigos e volta a vender roupas. A maleabilidade deste tipo de empreendimento é o que permite atraír todo o tipo de cliente. Por outro lado, convenhamos, há de se considerar o interesse do dono do imóvel, pois muitos desses estabelecimentos não foram feitos para lucrar, mas para não dar a impressão de que o imóvel está abandonado e vê-lo ser invadido por militantes do MTST e se ver numa situação em que é forçado a gastar dinheiro na justiça para retomar a posse do imóvel.

Eu particularmente não tenho interesse em roupas, mas estou sempre de olho em artigos eletrônicos antigos, ou algum tipo de raridade ou coisa curiosa. Para quem gosta de aparelhos eletrônicos antigos ou consertar coisas, saber onde tem bazar, brechó, verro-velho e loja de antiguidades é um must.

Este tipo de cultura não é exclusiva no Brasil. Nos EUA, coisas velhas, incuindo roupas, são vendidas em feiras em todos os lugares. O chamado "mercado secundário" é bem popular por lá, apesar do americano não ser pobre, mas porque enxergam o objeto antigo como uma espécie de investimento. Por exemplo, um album de figurinhas que não vale muito hoje, mas daqui 30 anos pode valer uma pequena fortuna. Programas de TV como o Caçadores de Relíquias e Pawn Stars são apenas um exemplo do que existe por lá. O comércio de usados, antigos ou descartados é com frequencia alimentado por empresas que restauram. Esta me parece ser a principal diferença entre aqui e lá.

sábado, 7 de novembro de 2015

Vila Maria Zélia


Estive na Vila Maria Zélia ao final de março de 2014, quando tirei as fotos que compõem o vídeo acima. As fotos tiradas, claro, são das edificações em ruínas. Como tudo neste país, lugares históricos como este estão mal conservados, com vegetação crescendo dentro de suas estruturas. A agonia do lugar é acelerada por aqueles que também se aproveitam do espaço para pichar, destruir e provavelmente levar peças do lugar.

O cenário é disputado entre as ruínas já abandonadas e aqueles que ainda vivem ali. Sim, a vila Maria Zélia ainda é um lugar bastante vivo, com pessoas morando, uma pequena comunidade que forma um microcosmo perdido de uma São Paulo antiga que já não existe mais. Sua construção foi justificada como moradia para operários de uma fábrica próxima e que há muito tempo fechou suas portas. Restou do lugar apenas isto: velhos armazens fechados, escola de meninos e outra escola de meninas (antigamente não se misturavam os alunos!), um retrato dos valores da época.

Na ocasião me deparei com um sujeito muito acolhedor que se identificou como sendo o "responsável" por aquele lugar, provavelmente uma espécie de síndico. Numa conversa breve me contou que com frequencia muitas pessoas visitam aquela localização para tirar fotos. Não é difícil entender o motivo: o lugar conserva a beleza de uma época que se foi, com suas casinhas apertadas e ruas e ruas estreitas, sendo que nenhuma das casas têm garagem. A arquitetura das edificações dá o toque final do clima e energia que se sente lá, uma certa tranquilidade e a sensação constante de que não estamos numa São Paulo cinzenta e sem graça, mas numa São Paulo de como era antes.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

In floppy we trust

Lembrando que Cristo não está morto, mas a brincadeira está valendo ;)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Paranapiacaba, São Paulo, Brasil.


Música: Chance, Luck, Errors in Nature, Fate, Destruction As a Finale - por Chris Zabriskie


Talvez eu não tinha escolhido um bom dia para visitar a cidade. Porém, se, de um lado o clima chuvoso e nebuloso atrapalhou o passeio, este certamente contribuiu para tirar algumas fotos boas.

A "cidade" na verdade parece um vilarejo pequeno que parou no tempo. A estrada que dá acesso à ela é de terra, sendo que o motorista deve tomar muito cuidado para não derrapar nas descidas e esqueça a possibilidade de desviar dos buracos. Os restaurantes que o visitante encontrará no local são feitos no quintal da casa das pessoas e, embora eu não tenha o que reclamar da comida, achei os preços lá muito caros. Além da única loja de artesanato que encontrei, existe uma tenda onde pretendeu-se construir um "mini-shopping". Apesar da variedade de comidas e da banda tocando REM bem alto, me pareceu que a finalidade mais atraente daquela tenda é o abrigo da chuva.  

As ruas têm nome de estrangeiros, provavelmente daqueles que construiram o lugar. Não é difícil entender o motivo pelo qual esses estrangeiros se estabeleceram alí: as razões geográficas devem ter vindo em primeiro lugar, mas o clima local lembra mais a Europa do que ao Brasil. Boa parte das casas são de madeira enquanto outras são de alvenaria. As que são de madeira, em geral, tentam resistir às ações deteriorantes do tempo, mas algumas já viraram ruínas. 

Paranapiacaba foi candidata ao título de patrimônio da humanidade, mas, embora tenha algum potencial turístico, não há muito o que ver alí. Existe um antigo posto médico que serve como local onde turistas buscam por informações. Este local possui banheiro e quase lembra um pequeno museu por causa das duas peças de ferrovia que estão em exposição.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

VI Festival Internacional São Bento de Órgão

Clique abaixo para ouvir a playlist.


Lista das músicas:


  1. Amaral Vieira (n. 1952) Suite opus 292 -  Allegro non troppo
  2. Amaral Vieira (n. 1952) Suite opus 292 - Giocoso
  3. Amaral Vieira (n. 1952) Suite opus 292 - Serioso
  4. Amaral Vieira (n. 1952) Suite opus 292 - Allegro non troppo (2)
  5. Amaral Vieira (n. 1952) Suite opus 292 - Maestoso
  6. Ramón Noble (1925-1999) - Fantasia-Toccata (versão abrevia
  7. Juan Bautista Plaza (1898-1965) - Preludio y Fuga
  8. José Luis Bella (n. 1970) - Fantasia sobre "Victimae Paschali L
  9. Alberto Ginastera (1916-1983) - Toccata y Tema "Aurora Lucis
  10. Jesus Villaseñor (n. 1945) - Paisaje
  11. Leopoldo La Rosa (n. 1931) - Andes 1999
  12. Ernst Mahle (n. 1929) - Sonatina (1971)


Gravado ao vivo entre outubro e dezembro de 1999 no órgão Walcker do Mosteiro de São Bento de São Paulo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O Morgan e o Rick - S06E04

Demorei um pouco antes de comentar sobre o episódio S06E04 da série porque acho que foi necessário um tempo para decifrar tudo. Este episódio não se trata apenas de contar o que aconteceu com o Morgan antes dele reencontrar o Rick e acho que foi necessário para a equipe produtora do The Walking Dead contá-la para entendermos a diferença entre o que ele e o Rick se tornaram.

Enquanto o Morgan se tornou uma pessoa delirante e um assassino que matou dois homens, houve oportunidade para que ele fosse resgatado por um ex-psicólogo de prisão chamado Eastman. Rick Grimes também enlouqueceu e tinha delírios após a morte da esposa, já matou injustamente antes (por exemplo, o policial Hanson de Atlata), mas, embora boa parte da trajetória da série ele esteve acompanhado por "mentores morais" como o Dale e o Hershell, não obteve ajuda específica como o Eastman.

Aqui começa a principal diferença entre os dois: enquanto para o Morgan "toda vida é preciosa", o Rick encherga o assassinato como uma forma rápida de resolver prolemas de relacionamento entre pessoas à medida que eles surgem. E tivemos vários exemplos de problemas de relacionamento até aqui:


  • Rick combinou com a Carol de ela roubar três armas do arsenal, sendo que neste ponto ele já planejava iniciar uma briga em Alexandria. Mais tarde, a mesma Carol foi provocar o Pete com uma faca, vindo a piorar a condição do Pete, que apareceu com um facão durante uma reunião de grupo de Alexandria. Cabe lembrar, esta reunião tratava-se exclusivamente sobre a permanência do Rick naquela comunidade. Ao esfaquear a garganta do arquiteto (e ao meu ver foi acidental), a Deanna dá a ordem ao Rick de assasinar o Pete, sem se dar conta de que aquela situação havia sido preparada,
  • Ao encontrar o Carter apontando uma arma na cabeça do nerd covarde, Rick entra numa casa com o Morgan e o Daryll, toma a arma da mão do Carter, sendo que este vem a dizer que os demais presentes na sala não tinham nada a ver com a situação. Aqui temos que levar em consideração o motivo pelo qual Carter estava reunido com outros habitantes de Alexandria: eles estavam conspirando matar Rick "estou falando de botar uma bala na cabeça do Rick", disse Carter. Mais tarde, Rick comentou com o Morgan que queria se livrar de Carter e que considerava que ele não tinha o direito de estar vivo, mas que resolveu não fazer nada porque "gente assim acaba morrendo". Carter acabou sendo mordido no rosto, não havendo possibilidade de amputação que salvasse sua vida e como seus gritos estava atrapalhando a operação de atrair os zumbis para longe e pela estrada, Rick resolveu matá-lo. Neste ponto dos acontecimentos, chama atenção ao fato de que não houve consideração sobre como levar seu corpo de volta para Alexandria, o Rick apenas pediu que Morgan voltasse para a comunidade relatar o que tinha acontecido.
A proximidade entre a Carol e o Rick está tão óbvia que até o Morgan notou que a Carol tem atitude suspeita. Na entrevista dela com a Deanna ela disse que se sentia qualificada para trabalhar em serviços comunitários, coisa que não é verdade. Me parece que a Carol possui personalidade dominante sobre a do Rick depois que ela resgatou ele e a todos que estavam como reféns dentro do Terminus. Naquela noite, Rick pediu desculpas por ter expulso a Carol de onde viviam na prisão. Naquela ocasião, Rick não achou certo que ela tenha matado duas pessoas porque estavam doentes, sob a justificativa de que a doença deles poderia se espalhar. Os argumentos da Carol foram tão toscos que mais tarde o grupo da prisão West Georgia conseguiu se tratar da doença e identificar que a causa era a obscessão de uma menina que matava ratos e os usou - até onde se sabe - para contaminar a água.

Morgan não teve o desprazer de ver seus amigos morrerem em função de pessoas loucas como o Governador e Gareth. E, como ele já perdeu a esposa e o filho que tinha, fica mais fácil aceitar as circunstâncias que a vida lhe deu e se entregar à filosofia que aprendeu do Eastman, perdoar e ignorar o mal que existe nas pessoas. Rick não pode se dar ao luxo de ignorar o mal das pessoas à medida que tem a vida de dois filhos para defender e vai fazer de tudo para cumprir o seu papel de pai e protetor. Mas até onde vai este papel? 

Rick não fez nada quando Carol apanhou do marido durante o primeiro episódio, quem deu porrada no Ed antes de ser atacado pelos zumbis foi o Shane. Acredito que a Carol se viu na condição de ter prestado um favor à Jeanna enquanto mulher que apanha do marido e também é mãe. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Atari Punk Console

Circuito inventado por Forest M. Mims III, este aparelho recebeu este nome porque os sons que ele emite lembra muito os jogos do Atari. Entretanto, não é um vídeo-game. Segundo algumas fontes, Mims criou este aparato enquanto estava pensando em algo voltado às crianças cegas, uma espécie de brinquedo para elas, mas acabou se tornando popular em parte devido a pessoas interessadas em projetos caseiros (Do it yourself). Apesar de popular nos EUA e Europa há algumas gerações, desconheço outras pessoas ou páginas na internet de quem já tenha feito isto aqui no Brasil.

A utilização do jogo é bastante simples: após ligar o aparelho pelo interruptor, você tem outros 3 botões, sendo que um controla o volume do som e os outros dois são usados para manipular o som. Outras versões do APC possuem até 5 botões para manipulação do som, a partir do mesmo circuito, além de substituir os potenciômetros por LDR, fazendo com que a manipulação do som seja feita através da luz.

Circuito original desenvolvido por Mims incluia dois CI 555. Os atuais geralmente são feitos com um CI 556. O sistema é alimentado por uma bateria de 9V.


A placa de circuito é o componente mais complexo, mas você pode montar você mesmo a partir de uma placa perfurada universal ou corroer a própria placa lisa. Se quiser pular esta parte, saiba que existem vendedores no e-Bay que vendem desde o kit completo até peças "avulsas" como somente a placa. O restante dos componentes podem ser encontrados em qualquer loja de componentes eletrônicos.

PCB feito pela Synthrotek que utilizei na montagem do meu APC


Optei por montá-lo num estojo de fita VHS, pois além de ter sobrando em casa, é mais fácil do que montar numa caixa de madeira. No link abaixo você pode verificar como ficou o áudio do APC feito por mim.