sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sobre a "invasão" da Tok&Stok

Todo mundo viu que a Polícia cercou os manifestantes por trás e pela frente. A situação virou uma "panela de pressão" e, como tal, a válvula de escape tinha que ir para algum lugar. A ação da polícia foi totalmente mal planejada. As pessoas começaram a se sufocar e começaram a se aglomerar num muro da Tok&Stok enquanto a polícia disparou mais e mais gás.

Everyone saw that the police surrounding the protesters from behind and ahead. The situation became a "pressure cooker" and, as such, the exhaust valve had to go somewhere. The police action was totally poorly planned. People began to choke with the teargas and started to cluster in the wall of Tok & Stok store as the police continued to fired more and more gas.

Em dado momento, as grades cederam e as pessoas foram buscar abrigo dentro da loja. Os funcionários ficaram atônitos com a situação, mas AJUDARAM, distribuindo água e indicando o caminho de saída. Não houve invasão alguma na loja. Outros manifestantes até gritaram para não destruir a loja e ninguém fez absolutamente nada! A única culpada da situação é a da polícia.

At certain point, the railings gave way and people were seeking shelter inside the store. Staff were amazed at the situation, but HELPED, distributing water and indicating the way out. There was no invasion at any store. Other protesters shouted up to not to destroy the store and no one did absolutely nothing! The only guilty of the situation is the police.

Agora o Estadão escreve o parágrafo abaixo:

Now the editorial Estadão wrotes the paragraph below:

""Na manifestação de anteontem que terminou em confronto na Marginal do Pinheiros e culminou na invasão da loja de móveis Tok&Stok, porém, nenhum manifestante detido foi indiciado. Na confusão, policiais militares e mascarados entraram em conflito quando a passeata de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) foi impedida de seguir até o Palácio dos Bandeirantes. Eles pediam eleição direta para reitor.""

"In the demonstration of yesterday that ended in confrontation in the Marginal Pinheiros and culminated in the invasion of Tok & Stok furniture store, but none detained demonstrator were charged. In the confusion, and masked demonstrators and the military police clashed themselves when the student demonstration from the University of São Paulo (USP) was prevented from following up to the Bandeirantes Palace. They demanded direct election of the rector. ""

Quem ainda não viu o vídeo desta situação, por favor assista e forme sua própria opinião. Estão inventando esta febre de "caos badernista" para desviar a atenção da população do escândalo do Metrô/Alckmin.

Those who has not seen yet the video of this night, please watch and form your own opinion. They are inventing this fever "anarchyst chaos" to divert population attention from the scandal of the Subway / Alckmin.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=i-GxPCtyCl0

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Um milhão pela educação

Na terça-feira, 15 de outubro, foi dia de mais um ato em prol de melhorias na educação de qualidade no Brasil. O ato iniciou-se às 18h no Largo da Batata, ao lado do metrô Faria Lima (Linha 4-Amarela) e saiu caminhando por esta avenida. Basicamente, a marcha era composta por dois blocos distintos: os black blocs e os movimentos sociais a favor dos professores, incluindo partidos como PSOL. Quando chegaram no cruzamento com a Av. Rebouças, as pessoas viraram de repente em direção à marginal pinheiros. A impressão que tive é que o pessoal dos partidos políticos queriam despistar os do black bloc, que iam na frente.

Mais adiante na av. Rebouças, uma concessionária de veículos teve os vidros da fachada quebrados. Houve uma confusão perto de um shopping, uma discussão entre um black bloc e um membro do PSOL. Não sei o que discutiram entre si, mas um black bloc jogou um saco de lixo na cabeça do cara do PSOL e a briga foi apartada pelo Vitor Araújo. Mais adiante, um policial que estava passando ao meu lado me perguntou se eu sabia para onde todos estavam indo (como se eu soubesse!).

Quando a marcha já estava na Marginal Pinheiros, houve confronto entre adeptos do Black Bloc e Polícia, instaurando-se assim, uma confusão generalizada. O que eu vi, basicamente, foram os black blocs iniciando o confronto, mas também achei que a polícia reagiu de maneira excessiva. As cenas mostram um grupo de 5 pessoas iniciando a confusão e a manifestação tinha cerca de 2500 pessoas foi proibida de prosseguir. Mister salientar que um dos temas da marcha, além da educação, era contra o Geraldo Alckmin.

A polícia fechou o cerco e começou a atirar granadas e bombas de gás lacrimogênio. Houve também fogos de artifício lançados pelos manifestantes. Eu não tinha a menor intenção de me misturar, mas quando ví os policiais vindo pelo posto de gasolina, espancando as pessoas sem motivo, não quis ficar por ali. Inclusive, um fotógrafo Yan Boechat, teve a sua câmera fotográfica destruída por um polícial militar, na maior sacanagem (leia o relato completo aqui: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-liberdade-de-imprensa-segundo-13-policiais-o-relato-de-um-fotografo-espancado/).

As pessoas começaram a se sufocar, eu mesmo que estava com máscara de gás não aguentei por muito tempo, de tão espessa que era a fumaça. Todos se aglomeraram contra o muro de uma loja de móveis, a Tok & Stok. De repente, a grade cedeu, uma passagem se abriu e as pessoas, desesperadas, começaram a ir por esta passagem, tentando alcançar o estacionamento e o interior da loja, onde o ar era ainda "respirável".

Uma vez lá dentro, duas coisas me impressionou: em total solidariedade às pessoas que estavam manifestando, os funcionários começaram a distribuir água e indicar o caminho de saída. A outra coisa que me impressionou foi o total desprezo da polícia militar pelo valor da vida humana e à propriedade que insistiam em invadir. Eles começaram a jogar gás lacrimogênio na entrada do estabelecimento, as pessoas que já havia se acalmado começaram a se desesperar e a situação só não fugiu do controle quando o gerente da loja saiu pro lado de fora e proibiu os policiais de entrarem!

Enquanto isso, as pessoas foram saindo com calma e conforme as orientações dos funcionários, pro outro lado. A polícia finalmente invadiu a loja para perseguir os manifestantes e saciar a sanha de jogar bombas para todos os lados. De fato, e pela primeira vez, acabei sendo ferido, uma granada havia sido jogada bem na minha frente. Quando explodiu, um pedaço de plástico preto me espetou na perna esquerda, ficou encravado na carne da coxa e doeu também na hora de tirar. Só mais tarde, quando cheguei em casa é que me dei conta da gravidade da situação pela qual havia passado, um ferimento horrendo na perna havia ficado, conforme na foto ao lado.

Cerca de 70 pessoas haviam sido presas. O que posso dizer sobre isso, é que as pessoas que a polícia prendeu não tinham nada a ver com vandalismo (tal como a grande mídia golpista tentou manipulativamente noticiar). As pessoas que eles prenderam eram gente de partido político, estudante universitário. Assista aos vídeos, tire suas conclusões, não deixe a Globo te pegar...



Segunda parte do ato em defesa de melhorias na educação paulista. Iniciou-se às 18h no Largo da Batata, ao lado do metrô Faria Lima (Linha 4-Amarela). Quando a marcha já estava na Marginal Pinheiros, houve confronto entre adeptos do Black Bloc e Polícia, instaurando-se assim, uma confusão generalizada.


Enquanto a PM estava fazendo as prisões ao lado da Tok&Stok, os adeptos do black bloc já haviam corrido pela avenida Vital Brasil, em direção ao metrô Butantã. A polícia demorou cerca de 10 minutos para ir até esse local. Ao longo do caminho, as pessoas do black bloc fizeram barricadas com lixo, orelhões quebrados e todo o tipo de objetos que encontravam pelo caminho. Uma vez na estação de metrô, um ônibus e outros três veículos de manutenção da concessionária Via Quatro haviam sido quebrados. Houve pichações também, tais como "Fogo na PM", "Fora Porcos", entre outras. A tropa de choque da PM ficou de prontidão no local, mas depois foi desmobilizada. Enquanto isso, várias pessoas começaram a xingar os policiais, indicando, portanto, que os manifestantes não haviam ido embora.

Além do caso do Yan Boechat, o qual considero um total absurdo, o cúmulo da censura à imprensa, o GAPP também fez um relato bastante dramático. Eles estavam atendendo um morador de rua ferido quando foram presos pela polícia. Uma vez detidos, perguntaram o motivo: averiguação - ou seja, presos sem cometer crime... coisas de Brasil.

  

  

  

   

 


sábado, 12 de outubro de 2013

Orelhão antigo


Sobre o aumento do IPTU

About the tax increase (IPTU)

Nenhum aumento do IPTU é justificável. Primeiro porque a medida foi estabelecida como "punição" contra a população (como se o fazendeiro deixasse de dar água aos pretos por reclamar de cansaço). E segundo, qualquer aumento de imposto não representa nem um mínimo de melhora em quaisquer serviços públicos e o motivo? Porque os corruptos desviam toda a grana antes que chegue ao destino correto.

No increase in property tax is justifiable. First because the measure was established as "punishment" against the population (as if the farmer decided to deny water to the black that has complained of tiredness). And second, any tax increase does not represent the minimal improvement in any public services and why? Because the corrupt divert all the money before it arrives at the correct destination.

3ª versão - 1 milhão pela educação

No dia 11 de outubro de 2013, ocorreu a terceira versão do ato "Um Milhão pela Educação". Apesar do nome que deram ao ato de protesto, a causa sequer atraiu mil pessoas. Estimo que no máximo umas trezentas compareceram no Theatro Municipal, onde ficou marcado o ponto de encontro. Adeptos do Black Bloc, alunos da USP e algumas minorias portando bandeiras do PCB - Partido Comunista Brasileiro estiveram na manifestação. Não notei se haviam professores no meio da marcha.

Na altura da av. Brigadeiro Luis Antonio, uma moça que fazia transmissão ao vivo começou a reclamar de ter sido empurrada por um policial militar. Houve uma comoção, mas que logo se encerrou. Uma vez na Av. Paulista os manifestantes ainda decidiram para onde iriam e houve uma votação. Apesar da decisão de ir em direção à casa do prefeito Fernando Haddad (PT), a manifestação seguiu sentido Consolação.

Na verdade, a esta altura dos acontecimentos, o contingente já não era nem metade do inicial, provavelmente em torno de 50 pessoas. O trânsito havia sido interrompido em várias ruas que cruzam a Av. Paulista. Logo mais, os policiais fizeram um cordão de isolamento e, aos poucos, foi "empurrando" a manifestação para a calçada (empurrando entre aspas porque eles não encostaram em ninguém).

A partir daí as pessoas voltaram para casa e a manifestação se encerrou. Confira o vídeo: 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Isto é Black Bloc - Documentário


"Isto é Black Bloc" é um documentário que simplesmente mostra do que se trata este movimento. A intenção aqui foi fazer um vídeo sem qualquer tipo de "filtro" ou revisionismo tradicional de um editorial de jornalismo, permitindo assim oferecer àquele que assiste a realidade dos fatos ocorridos no dia 7 de outubro de 2013 e fazer seu próprio julgamento.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O dia em que viraram a viatura da polícia


No dia 7 de Outubro de 2013, o ato de protesto foi uma mescla de pautas e participantes. Comparecerm professores, bancários, ativistas de esquerda e adeptos da tática Black Bloc. Os temas eram a defesa da educação, apoio aos professores em greve no RJ, apoio aos bancários em greve em SP, desmilitarização da polícia, fim do estado e contra o capitalismo. Também houve palavras de ordem contra os governadores de SP e RJ, a Copa de 2014.

Uma aglomeração formou-se ao lado do Theatro Municipal de São Paulo. Entre bandeiras vermelhas e negras, cerca de 400 pessoas saíram pelas ruas do centro.

          “O professor
          É meu amigo,
          Mexeu com ele,
          Mexeu comigo.”

O trânsito ficou congestionado nos locais por onde os manifestantes passavam. Em determinado momento, a manifestação parou na Rua da Consolação, ao lado da praça Roosevelt. Segundo informações não confirmadas, uma outra manifestação havia partido do vão livre do MASP e o intuito era aguardar ali para juntar as duas manifestações e ir ate a praça da república, sendo este o destino final. 

Entretanto, isto não foi o que aconteceu e esta outra manifestação já se encontrava no destino final. Quatro ônibus foram pichados com os dizeres: “Fora PT!”, “Abaixo a Ditadura!”, “Fogo na PM!” e “Luto pela Educação”. Uma senhora, que estava também se manifestando, chegou a dizer para as pessoas que estavam dentro de um dos ônibus: “ô pessoal, vocês nem parecem brasileiros, sai desse ônibus, vem lutar pelo Brasil”. Um homem esgueira sua cabeça para fora do ônibus a fim de assistir o que estava acontecendo. A mesma senhora lhe diz: “É bom o seu salário, né moço? Tá ganhando bem né? Você está vivendo num país bom”.

Ao chegar na praça da república, um total de cerca de 200 pessoas já estavam lá, e policiais militares também, posicionados em frente ao prédio da Secretaria de Educação de SP. Confira as imagens do vídeo abaixo:



Não se sabe ao certo o que começou a confusão, ou seja, se foram os manifestantes ou os policiais militares. Uns disseram que os policiais não aguentaram as palavras de ordem contra eles e iniciaram o ataque. Outros me afirmaram ter visto policiais à paisana atirando pedras contra a multidão. Um terceiro ainda me disse que viu um manifestante com uma mochila cheia de pedras, supostamente usadas para tal fim. Como sempre, por mais câmeras que existam nestas manifestações, é sempre difícil apurar qual foi a verdade. Ou, de repente, a verdade seja tudo isto, um ataque simultâneo.

Enquanto a multidão estava em frente ao prédio, foram disparados ao menos 6 cargas de gás lacrimogênio e 4 granadas (provavelmente de efeito moral, mas não é possível afirmar com precisão). A multidão rapidamente se dispersou, mas manteve-se nas redondezas. Pedras foram atiradas contra a formação de policiais que estava em frente ao portão do edifício público, mas eles se protegeram com escudos.

Eu mesmo fui vitimado pela nuvem espessa de gás que se formou no centro da praça, enquanto tentava registrar este momento. Aguentei o máximo que pude e depois saí correndo, como outras pessoas. Para quem não conhece os efeitos deste tipo de arma, explicarei: você não consegue respirar; é como se fumasse ao mesmo tempo 50 cigarros, e alguém te jogasse molho de pimenta no rosto. Seus olhos começam a piscar e fica um gosto ruim na boca. Para me livrar desta sensação, lavei a boca com um pouco de água que havia levado.

Em seguida, uma formação quadrilateral de policiais continuou no centro da praça. À medida que os manifestantes se dispersaram, reagruparam-se entre grupos que, segundo a impressão que tive, assumiram para si propósitos diversos. Um grupo confrontou a polícia, atirando-lhes pedras, fogos de artifícios, e coquetéis molotov. Outro arrastou para o centro da Av. Ipiranga entulhos, lixos e objetos em geral que estavam nas calçadas aguardando coleta e incendiados em seguida. Teve um conglomerado de pessoas que posicionou-se para bloquear o trânsito da via e, ainda, um quarto conglomerado que saiu pela avenida quebrando bancos, restaurantes e instalações públicas em geral.

No meio do confronto, uma senhora insistiu em seguir seu caminho pela praça, mas as pessoas insistiam em dissuadi-la de continuar, na certeza de que seria ferida se o fizesse. Em pelo menos duas situações a polícia foi acuada pelas pessoas. Os portões da estação do metrô República foram fechados. Um homem com megafone gritava “resistir, resistir, resistir”. O trânsito que ainda restava na Av. Ipiranga ficou desordenado, inclusive, um taxista quase atropelou alguém. Uma agência do Santander e um restaurante McDonald’s foram os primeiros alvos dos manifestantes.

Em certo momento, enquanto os manifestantes seguiam pela Av. Ipiranga, uma formação de policiais militares foi orientada a seguir pela R. Barão de Itapetininga, onde não vi manifestante algum... erro tático da gestão de segurança pública???

Conforme a multidão caminhava, os estabelecimentos comerciais que ainda estavam abertos optaram por fechar as portas. Já na altura da Av. Rio Branco, uma outra agência do Santander e uma do Bradesco foram destruídas. Nessa mesma via, um supermercado Extra também foi quebrado. Três pessoas se posicionaram em frente a um mercadinho, no intuito de alertar os demais a não fazer nada contra este estabelecimento. Em suma, tudo o que era banco e franquia de grande marca foi depredado. Os pequenos estabelecimentos, poupados. Houve ainda uma situação em que vi uma viatura da polícia civil ser quebrada e virada de ponta-cabeça, mas quando um manifestante ameaçou de fazer o mesmo com o automóvel de um particular, o restante da multidão o impediu. 

O vídeo a seguir mostra o inicio da confusão até o momento em que os manifestantes foram dispersados finalmente de vez:




A grande mídia foi categórica em culpar os adeptos do Black Bloc por tudo, criminalizando as manifestações de rua, chamando-os de vândalos, etc. Fiquei 40 ou 50 minutos atrás dos manifestantes filmando e fotografando tudo. Ao voltar para a praça da república, notei que o um efetivo de policiais pareceu ser o mesmo ainda posicionado no local. A polícia teve todo o efetivo necessário para coibir os prejuízos ocorridos naquela noite. Vi situações em que os manifestantes estavam indo para um lado e a polícia para outro.

Na minha opinião, a polícia deixou que os manifestantes saíssem livres pelas ruas do centro da cidade, a fim de criar um fato explorável pela grande mídia golpista e que também pudesse ser aproveitado politicamente pelo Geraldo Alckmin, o qual tem sido beneficiado por uma mudança de escândalos nas primeiras páginas dos jornais. Até agora, ele não deu quaisquer justificativas sobre o escândalo da fraude do metrô. O único beneficiado por este fato foi o Alckmin. De fato, a partir deste dia, a população passou a vê-lo como um “mal necessário”, um partido politico “tolerável”, ao passo que, o “intolerável” não é mais a corrupção na política, da qual o povo se revolta contra, mas sim estes “vândalos e baderneiros mascarados” que quebraram vidros e botaram fogo em lixo. Não estou dizendo que a violência não deva ser reprimida. Mas convenhamos, o que é uma janela quebrada de um banco, o que é uma lixeira de rua feita de plástico sendo incendiada perto do que é roubado do erário público, nos altos escalões do governo???


Em que se pese que a Polícia Militar é uma instituição subordinada à Secretaria de Segurança Pública, e que o chefe desta repartição é um cargo de comissão subordinado ao governador do Estado, acho plausível que a polícia tenha iniciado mesmo o ataque, na expectativa de ocorrer este cenário, uma vez que a bandeira deste “movimento” é justamente o que eles chamam de “ação direta”, sem esperar, no entanto, que justamente seu maior inimigo fosse o maior beneficiário.

Confira algumas fotografias tiradas durante o ato:


















Uma curiosidade da noite: ao voltar para a praça da república, havia uma comoção em torno de uma mulher que havia sido atropelada por outras pessoas. Ela estava confusa e aparentemente havia perdido a memória. Um policial militar, indignado, e em tom de desabafo, chega para mim e diz: "dizem que PM não estuda, pqp, essa mulher nem sabe falar direito!"

sábado, 5 de outubro de 2013

Luto pela Educação [04.10.2013]


Ontem houve um ato em defesa dos professores e da educação brasileira. O protesto foi composto de professores e adeptos do Black Bloc. A multidão carregou uma faixa preta com as palavras “Luto Educação”. As pessoas partiram do vão livre do MASP, e percorreram em direção a Rua da Consolação. Houve um princípio de confusão antes de chegar ao fim da avenida, situação esta em que não entendi o que ocorreu. Mais adiante, e já na rua da consolação, os manifestantes pararam em frente a estação de metro Linha 4- Amarela onde fizeram vários discurso, entre eles, o Vitor Araújo, rapaz que ficou cego de um olho no dia 7/09. Confira o vídeo abaixo para ver o que ele disse:

Yesterday there was an act in defense of teachers and education in Brazil. The protest was composed of teachers and supporters of the Black Bloc. The crowd carried a black banner with the words "Grief Education". People left the span of MASP, and walked toward the Consolação St. There was a principle of confusion before reaching the end of the Paulista Av., a situation that did not understand what happened. Later, on the Consolação St., protesters stopped in front of Subway Station Line 4 - Yellow where they made several speaches, between them, Vitor Araújo, the guy who was blind in one eye on September 7th, 2013. Check out the video below to see what he said:


Durante todo o trajeto, os manifestantes entoaram palavras de ordem em defesa dos professores, contra a indiferença entre aqueles que não participam das manifestações, contra a polícia militar, contra a Copa de 2014 e contra os governadores de SP e RJ Alckmin e Cabral. Abaixo são algumas dessas palavras de ordem:

Along the way, the protesters chanted slogans in defense of teachers, against indifference among those not participating in the demonstrations, against the military police, against the 2014 World Cup in Brazil and against the rulers of SP and RJ Alckmin and Cabral. Below are some of these slogans:

          “O professor é meu amigo,
          mexeu com ele,
          mexeu comigo”

"The teacher is my friend, 
messed with him, 

stuck with me"

          "Não estudou,
          Tem que estudar,
          Pra não virar,
          Polícia Militar."

"Not studied, 
Have to study, 
Not to turn, 
Military Police. "

          "Da Copa, da Copa
          Da Copa eu abro mão
          Eu quero meu dinheiro
          Na saúde e educação."

"The World Cup, the World Cup 
Of the World Cup I open hand 
I want my money 
In health and education. "

          "Não acabou,
          Tem que acabar,
          Eu quero o fim,
          Da Polícia Militar."

"It's not over, 
Has to end, 
I want the order, 
Military Police. "

          "Só,
          Olhar,
          Não vai mudar."

"Only, 
looking 
It will not change. "

          "Ô balancê, balancê,
          Escuta o que vou te dizer:
          Geraldo fascista, vai se foder,
          E leva o Cabral com você."

"Oh shake it shake it 
Listen to what I tell you: 
Geraldo fascist, fuck you, 
And Cabral takes with you."

          "Polícia, fascista,
          Não passarão."

"Police, fascist, 
Not pass away. "

          "Deixa passar,
          A revolta popular."

"Lets it go through, 

The popular uprising. "

          "Polícia, fascista,
          Capacho imperialista."

"Police, fascist, 

Imperialist doormat."


A marcha seguiu seu rumo até a Secretaria de Educação do Estado de SP, localizada na Praça da República, no centro de São Paulo. Lá, vários professores fizeram discursos. Confira o vídeo abaixo para saber quais foram estes discursos:

The march followed its course to the Department of Education of the State of São Paulo, located on Praça da Republica in the center of São Paulo. There, several teachers made ​​speeches. Check out the video below to learn what were these speeches:




O manifestante conhecido como Piauí também pediu para gravar e divulgar suas ideias, transmitidas em um discurso que pode ser conferido no vídeo abaixo:

The protester known as Piauí asked to record and disseminate his ideas, conveyed in a speech that can be seen on the video below:




"[...] Do mesmo jeito o governo investe na repressão, que investisse numa educação de qualidade. Do mesmo jeito que o estado brasileiro investe na PM, investisse na saúde, para não ter que estar precisando buscar médicos no exterior. Porque polícia, sobra, agora vai num posto de saúde procurar um médico e não tem. As escolas estão sucateadas. A impunidade no Brasil está daquele jeito. A turma do Mensalão, ninguém foi para a prisão. E a polícia está aí, perseguindo pessoas que querem um Brasil melhor. Aqui ninguém está para vandalizar. Aqui estamos para mudar. Porque não é com polícia que nós vamos mudar a história do Brasil. É uma vergonha. É uma vergonha. Olha, eu vou mandar um alô para os governantes desse país, inclusive para a polícia. Na hora que vocês quiserem jogar bomba, joguem no palácio onde está o Alckmin. Vou mandar outro alô para a polícia: Quando vocês quiserem jogar bomba, joguem no meio dos mensaleiros. Cadê o dinheiro [roubado] do metrô? Geraldo Alckmin, cadê o dinheiro do metrô? Cadê o dinheiro do metrô? O povo anda [no metrô] igual sardinha, dentro dos ônibus, dentro dos trens, tem trens quebrando. Mas polícia? Polícia tem. Acabar, eles querem que nós cantemos o hino nacional, olha aqui pra vocês [aponta o dedo]. Olha gente, eu mesmo não tenho prazer de estar nas ruas me manifestando não. Mas enquanto eu ver, no meu país, a impunidade, eu vou protestar."
"[...] In the same way the government invests in the repression against people, which invested in a better quality education. Likewise the Brazilian state invests in PM, invest in health, not having to be in need to seek medical abroad. Because police, we have got plenty, now go in a clinic and see if you get a doctor there. Schools are scrapped. impunity in Brazil is like that. The gang of Mensalão, no one went to jail. And the police are there, chasing people who want a better Brazil. Nobody here is to vandalize. We're here to change. It is not with the police that we will change the history of Brazil. It's a shame. It's a shame. Look, I'll send a hello to the rulers of this country, including the police: the time you want to throw bombs, do it over the palace where's the Alckmin. I'll send another hello to the police: when you want to throw bombs, do it over the mensaleiros. Where's the money [stolen] from the subway? Geraldo Alckmin, where's the money from the subway? Where's the money from the subway ? The people are walking [in the subway] like sardines, and also inside the buses, inside the trains. Trains are breaking. But police? Police we have plenty. To end, they want us to sing the national anthem, look here for you [points finger]. Look guys, I myself do not have the pleasure to be on the streets manifesting myself. But as along as I see, in my country , the impunity, I will protest."

Em seguida, os manifestantes foram até o Theatro Municipal. Lá, um professor alegou ter sido agredido por um policial militar. Caiu no chão e reclamou de dor. Um dos policiais sugeriu que ele fosse levado ao hospital, mas, no final, não foi levado a lugar algum.

Then the protesters went to the Municipal Theater. There, a teacher claimed to have been assaulted by a police officer. He felt to the ground and complained of pain. One of the officers suggested that he should been taken to hospital, but in the end, he was not taken anywhere.



A marcha dos manifestantes seguiu pela rua coronel Xavier de Toledo. Tal como durante todo o trajeto, a Polícia Militar tentava manter um cordão de isolamento entre os manifestantes e os estabelecimentos comerciais e bancos ao longo das ruas. Um rapaz encontrou uma lâmpada fluorescente num lixo e quebrou. Com o barulho, uma parte dessas pessoas começou a correr e a polícia militar foi atrás. Neste momento, um garoto que estava dentro de uma banca de jornal foi detido pelos policiais, conforme mostra o vídeo a seguir:

The march of protesters followed throw the Colonel Xavier de Toledo street. During the entire way, military police tried to keep a cordon between the protesters and the shops and banks along the streets. A guy found a fluorescent lamp in a garbage and broke it. With noise, some of these people started running and the military police went after. At this time, a boy who was inside a newsstand was arrested by police, as shown in the following video:


Mesmo estas detenções não foi suficiente para parar a vontade dos manifestantes. As pessoas se reorganizaram e rumaram sentido Avenida Liberdade. Lá, ficaram sentadas nas proximidades do Largo da Pólvora. Mas o ato terminou por aqui. As pessoas foram, aos poucos, saindo da rua para voltar pra casa. A polícia também se desmobilizou e o trânsito voltou a fluir na região. Confira abaixo algumas fotografias feitas durante este ato.
Even these arrests was not enough to stop the will of the protesters. People regrouped and headed towards to the Liberdade Avenue.  Once there, they decided to sit nearby the Largo da Pólvora. But the act has ended here. People were slowly coming out of the street to go home. Police also demobilized and returned to traffic flow in the region. Check out some photos taken during this act.

  

























  
















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