domingo, 29 de junho de 2014

A foto que dizem aparecer o Lula...



Hoje, domingo, foi dia de passear no parque. Para minha surpresa, dentro do Museu de Arte Contemporânea tinha uma exibição de manifestações populares ocorridas durante o início do regime militar. A foto que você vê acima eu já tinha visto antes na internet com o rosto do Lula. Exemplos lamentáveis de manipulação de imagem por parte de comunistas mentirosos existem desde a época de Stálin.




Na foto acima você vê uma bandeira americana sendo queimada. Portanto, é uma manifestação de comunistas durante a guerra fria. É uma manifestação de comunistas que apoiavam a ditadura soviética. Em suma, uma manifestação de traidores da pátria, antilibertários, bando de ignorântes. O curioso é que esta exibição não é permanente, sendo que sua realização neste momento em que ocorrem diversas manifestações Contra a Copa.




Acima você vê um belo exemplo de uma foto que diz tudo e não fala nada. Dois soldados arrastando uma pessoa, uma nuvem de fumaça e o que parece ser uma viatura ao fundo. Provavelmente foi tirada por algum fotojornalista de esquerda, fotografia esta tirada com o intuito de ser publicada em algum jornal junto com algum texto que explicasse a situação, e provavelmente a inserção de uma leva de mentiras que não apareceram na imagem.

Parque do Ibirapuera


















































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sábado, 28 de junho de 2014

Com eleições chegando, governo quer “limpar” ruas para dar lugar a manifestantes partidários



As manifestações de rua provaram o seu poder. A tarifa foi reduzida em 2013 e, neste ano, apesar da realização do mundial, a copa não está acontecendo. São muito poucos aqueles que entraram no clima de copa. As conquistas não satisfazem, mas são a prova de que as manifestações, a despeito dos que creem no oposto, têm sim o seu poder político. Diante deste cenário, os políticos temem que as manifestações de rua influenciem suas caríssimas campanhas eleitorais.

Sob este prisma, fica esclarecido o restante do mistério em torno do caso Hidaki-Lusvarghi. Ambos são também elementos de uma campanha de intimidação, feita com objetivo explícito de manter acuados os manifestantes, e mantê-los reclusos em suas casas.

Não é a toa que policiais andam com pranchetas anotando nomes dos que são revistados e fazem fotografias das pessoas nos atos. A descabida exigência da Polícia Militar de que as manifestações tenham um responsável – exigência esta que não consta na lei – trata-se de um modus operandi mais barato para manter as pessoas confinadas em um local e impedir que a marcha cumpra sua caminhada pelas ruas. A técnica é simples e eficaz: se o governo não tem como proibir as manifestações, eles irão mantê-las paradas à força no seu local de encontro.

Assim, cumpre-se o propósito tucano-petista de limpar as ruas de manifestantes apartidários. Eles estão se preparando para as eleições e não querem saber de apartidários nas ruas. Estas serão somente ocupadas para colocar os que são de seu partido.

Nenhuma ação é pouca para preservar o interesse do PT e do PSDB de serem reeleitos nas esferas de poder onde atualmente ocupam. Podem contar que, por trás desta manobra, ainda há outras ações em curso.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ato em defesa de Hideki e Lusvarghi ficou "atolado" no MASP

“Fora Fernando Grella”
“Ditadura Não!”
“Libertem os presos políticos: Rafael e Fabio”
“Chega de prisões”
“Lutar não é crime”
“Liberdade para Fabio Hidek trabalhador e estudante”


Estas são algumas das faixas exibidas no “ato atolado” de ontem: a PM proibiu a manifestação sair do MASP. Um coronel da PM, responsável pelas tropas disse que se não aparecesse um responsável pela manifestação, ela não sairia do lugar. Manifestantes contra argumentaram dizendo que ali havia vários grupos, que uma pessoa não é responsável pelo que as outras podem fazer, etc. “Eu não quero saber!” disse o coronel. “Se não aparecer um responsável, a manifestação não sairá do lugar”.

O ato reuniu bem mais gente que o ato contra a copa do dia 23/06. Entre 400 e 600 pessoas estavam no vão livre do MASP. As pessoas chegaram a ocupar uma das vias da avenida Paulista, a que vai sentido Consolação, mas rapidamente foi cercada pela tropa de choque. Ante a impossibilidade da manifestação sair do lugar, muita gente desistiu e foi embora mais cedo. Foi neste momento em que boa parte da grande mídia apareceu, pra filmar o ato quando já estava com 100 pessoas.

Houve uma negociação entre um tenente e o padre Lancelotti para as pessoas permanecerem ocupando a via até às 20h. Um tenente chegou a dizer que a polícia ficaria ali indefinidamente, até todos os manifestantes decidirem sair. Um deles começou a falar com os outros pra fazer uma “ocupação” ali e não deixar ser vencido pelo cansaço. Mas outros contra argumentaram e responderam que o choque prenderia arbitrariamente a todos na calada da noite se ficassem.

Havia uma mistura de coletivos. Tinha gente do MPL e adeptos da tática black bloc, mas estes não eram muitos, só um de cada, pelo que pude contar. A maioria era estudantes e funcionários da USP, além do coletivo Território Livre.

Toda a avenida Paulista estava cercada pela tropa de choque da PM. Nas vias adjacentes, tinha reforço da força tática. A cavalaria aguardava à distância. Um canhão d’água estava em um dos lados.

Pessoas andavam inquietas ante as movimentações dos policiais. O clima foi tenso em um momento em que houve uma aglomeração de pessoas no canteiro central da avenida. Alguns disseram que uma pessoa tinha sido presa ali, mas eu não vi nada. O vídeo abaixo mostra este momento.





PT enviou agente provocador?


Em dado momento houve bate-boca entre manifestantes e um petista que estava esculachando a manifestação. Segundo ele, atualmente não existe ditadura nenhuma. Ele também elogiou a ditadora e ex-assaltante de bancos e terrorista Dilma Rousseff. Elogiou a presença da PM e disse que “pobres são tudo um bando de animais”. O editorial Testemunha do Caos entende que esta foi a aparição clássica de um agent provocateur: uma pessoa que não faz parte da força oficial de repressão do estado, mas está viculado a partido político e vai à manifestação causar turbulência no interesse deste partido.

O vídeo abaixo retrata este momento e, embora tenha ficado um pouco longo (+9 minutos), ele acusou os manifestantes de ter lhe chutado a bunda e dado tapas na cabeça. No entanto, o vídeo mostra que isto não aconteceu, provas de que, além de petista, é um mentiroso.




O cara só tem coragem de abrir a boca com a PM do lado. Mas quando chega em casa provavelmente mete a boca na polícia. Mas, afinal, o que ele estava fazendo lá? Protestando contra a copa? Contra o governo? O sujeito ainda disse que "se eles [Hideki e Lusvarghi] estão presos é porque fizeram alguma coisa".


A aparição deste petista relembra a questão dos Agentes Provocadores, pessoas enviadas por partidos políticos com objetivo de causar escândalo nos movimentos. É óbvio que ele foi lá para apanhar, era o que ele queria, provocar as pessoas para sair na grande mídia que apanhou na manifestação.



Japonês é o preferido

Ambos os presos no dia 23/06 não estão sendo defendidos com a mesma equidade. Isto foi notado pelos comentários dos que estavam presentes no ato e também em um dos panfletos distribuídos. Algumas pessoas acham que Lusvarghi é um P2 por ele ter feito parte da PM de SP, outros acreditam ainda que ele é um militarista e supremacista racial por causa de uma tatuagem e da saia estilo nórdico. Há quem argumente apenas que ele só quis aparecer e que é um maluco.

Veja algumas imagens do ato (clique para ampliar ou salve no seu computador para ver melhor):



 

 

 

 

 

 

 

 

 


O vídeo abaixo mostra que inicialmente a manifestação reuniu umas 400, 500 pessoas. Mas, ante a impossibilidade dada pela PM da manifestação sair do lugar, muita gente vazou. No final nao ficou nem 50, que foi empurrada de volta pra calçada pelo choque.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em matéria de hoje, ‘Estadão’ mentiu sobre manifestação do dia 23J

Clique com o botão direito do mouse e em seguida
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No dia 23 de junho de 2014, estavam presentes vários coletivos, entre eles o Contra a Copa, Se Não Tiver Direitos Não Vai Ter Copa, Território Livre, Comitê Estadual de Luta Contra a Repressão, Coletivo Autonomo dos Trabalhadores Sociais – CATSO. O único partido presente foi o PCB. O único sujeito que vi ser black bloc (vestido de preto e com rosto coberto) estava jogando bola. Tudo isto pode ser conferido nas fotografias e panfletos abaixo (exceto a foto do moleque jogando bola, que não tirei, só vi).

 

 

 


Apesar da abundância de informações por todas as partes, o jornal O Estado de S. Paulo em sua edição nº 44080 do dia 25 de junho de 2014, página A15, em uma matéria assinada pelos jornalistas Luciano Bottini Filho e Rafael Italiani preferiram ignorar os fatos e jogaram sobre o Movimento Passe Livre a responsabilidade pela organização da manifestação. O título da matéria é “Governo Alckmin endurece contra MPL”. De maneira estranha, não encontrei o artigo na internet, razão pela qual tive que scanear a página inteira acima.

Com toda evidência, o artigo possui dois propósitos: o primeiro é enaltecer a figura do Alckmin. O segundo trata de desinformar a população sobre o que aconteceu de fato, tal como segue nos trechos:

“Harano é acusado de ser o líder dos manifestantes. Ele foi abordado na estação Consolação, quando, de acordo com a polícia, praticava atos de vandalismo, com máscaras de gás, coquetel molotov e capacete”

Nem vou me dar o trabalho de colocar aqui as imagens de Harano. O próprio parágrafo traz a contradição: como é possível usar máscara de gás e capacete ao mesmo tempo? O capacete que ele estava usando era de motocicleta. A intenção do jornal é fazer de Harano o bode expiatório. Falar que ele estava “liderando a manifestação” é acusa-lo de ser líder dos black blocs. 

“No momento da prisão de Lusvarghi, um policial do Deic teria sido atacado por 20 ativistas. Foi dele um tiro disparado paro alto [os jornalistas analfabetos não sabem nem escrever “PARA O ALTO”]. A polícia, no entanto, entende que foi legítima defesa”

Veja que neste trecho eles são o menos específico possível. Inclusive, pela maneira que escreveram, levantam para o leitor a hipótese de que os tiros foram disparados pelo Lusvarghi. NÃO! Os tiros foram disparados pelo policial civil. E eles não foram “cercados por manifestantes”, pelo menos a maioria, senão a totalidade das pessoas ali presentes eram profissionais da imprensa que correram para registrar a prisão.

E não nos esqueçamos do que se trata o black bloc: uma tática, a pessoa se veste completamente de preto e dificulta sua identificação. Ambos os presos estavam com o rosto descoberto. O editorial Estadão está querendo impingir na população a ideia de que, qualquer um que seja preso, ainda que esteja vestido de padre, pode ser chamado de black bloc. O interesse aqui é criminalizar as manifestações, jogar a culpa em qualquer um. Isto não é jornalismo, é matéria comprada!


Na verdade, Alckmin está acuado

As manifestações dos dias 19/06 e do dia 23/06 são de suma importância para esclarecer o que está acontecendo dentro do restrito círculo político em São Paulo, no tocante nas relações entre governo e agentes da lei. O fato da PM ter feito acordo com MPL, por exemplo, revela uma cisão entre comando da PM e governo Alckmin. Daí o motivo do secretário de segurança pública ter condenado o acordo.

Como o governo Alckmin não dispõe mais da polícia militar como “cães de guarda” dos seus interesses exclusivos, mandaram a polícia civil fazer as prisões. Até então ninguém havia sido preso em flagrante, mas as provas forjadas garantiu esta satisfação ao Alckmin. De fato, a PM nem comentou as prisões feitas no dia 23, porque não foram eles quem as fizeram. Outra coisa que reforça esta conjuntura é o fato da PM não comentar suas ações nas manifestações em sua página no facebook. Entre lá agora e veja que há postagens sobre todos os tipos de ações: traficantes presos, drogas apreendidas, et cetera. Mas não há uma ÚNICA publicação comentando sobre as manifestações, o que indica que o assunto é tabu dentro da corporação.