domingo, 28 de fevereiro de 2016

Iluminaria de led com ponte retificadora e gerador


Este projeto consiste em utilizar um motor de passo como gerador de energia elétrica de corrente alternada e depois transformar esta corrente alternada em corrente contínua para acender uma iluminaria de led.

Tal iluminaria de led, como pode ser visto pela imagem acima, não passa de uma iluminaria de emergência comum. Porém, eu removi do interior dessa iluminaria todos os circuitos originais de fábrica que haviam dentro, inclusive a bateria, sendo que a única coisa interessante a ser guardada é a placa de leds e o próprio suporte de plástico. A iluminaria mostrada aqui já havia sido utilizada em um outro projeto, também muito legal, se quiser ver clique aqui: Como Reciclar sua Iluminária de Emergência.

A placa de led da iluminaria vai ser alimentada por uma corrente retificada vindo do motor de passo. As pontes retificadoras da placa vão fazer a retificação de onda completa, a fim de se obter corrente contínua pulsante. Os capacitares servem para "suavizar" a onda pulsante, já que eles armazenam energia e depois esta energia seja liberada quando a onda senoidal estiver baixa .


A iluminária não é a unica coisa que foi reciclada aqui... os capacitores também foram aproveitados de outros aparelhos, e tive que usar bastante capacitadores para obter um total de 3260 µF. O ideal seria utilizar um único capacitor de 4700µF, mas eu não tinha. Então, liguei eles em paralelo e desta forma consegui somar as capacitâncias.

Precisa mesmo de uma ponte retificadora de onda completa? A placa de led não poderia ser alimentada diretamente pelo motor de passo?

Sim, mas neste caso, os leds só acenderiam quando a onda senoidal estivesse em tensão positiva. Durante o período de uma frequência, a tensão negativa não é "utilizada" pelo circuito do led, portanto, a iluminaria ficaria apagada. Digamos, portanto, que em baixa rotação do motor de passo a iluminaria ficaria piscando. Este efeito não nos interessa, pois uma iluminária piscante praticamente não tem utilidade alguma. 

Além disso, pelo fato do motor de passo possuir seis fios, sendo dois que vem da bobina e um terceiro que é terra (no meu caso, o motor tem duas bobinas), para ligar o motor diretamente na placa de led você só poderia usar dois fios do motor, de um total de seis. Mas ao fazer isto você estaria desperdiçando energia mecânica que faz o motor girar, já que o motor tem tem condições de produzir mais eletricidade quando se utiliza as duas bobinas ao invés de uma só

Portanto, a ponte retificadora de onda completa vem a aproveitar ao máximo a energia mecânica feita para o motor girar, já que converte a onda senoidal negativa em positiva e temos como resultado uma retificação de onda completa, obtendo-se assim corrente continua pulsante. Na imagem abaixo você visualiza como pode ser montado o circuito:



Uma aplicação que acho interessante para este projeto é acoplar a este motor uma ventoinha de ventilador e instalar a iluminária no lado de fora da casa. Neste caso, a força do vento vai passar pela ventoinha, que vai girar o motor de passo, que vai produzir eletricidade de corrente alternada, que vai ser convertida em corrente contínua pulsante e, finalmente, vai acender a placa de led.

Esse motor produz eletricidade mesmo em baixa rotação. Repare que eu não soldei - nem o motor e nem a iluminaria - na placa da ponte retificadora, pois assim posso trocar a iluminaria por outra coisa, se eu quiser, como por exemplo um carregador de celular para funcionar com o vento da praia. Mas isto é ideia para outro dia :)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ploc gigante e o seu "cineminha de bolso"

Aqui vai uma coisa muito especial que me faz relembrar na hora os tempos de infância. 






Nos anos 1980 tinha um chiclete chamado "Ploc". Eles tinham lançado um chiclete de tamanho maior chamado "Ploc Gigante". Então distribuiram este "cineminha de bolso" no qual tinha um gigante tentando fazer uma bola com chiclete. O tal "cineminha" era muito parecido com um pequeno bloco de papel, que você manipulava com os dedos, de forma que a sequencia de figuras parecesse animada, como um desenho animado.

Quando encontrei este cineminha, resolvi scanear folha por folha e foi daí que montei este vídeo acima. Logo abaixo, uma imagem desse chiclete que encontrei na internet.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sensor de iluminosidade com LDR

Este sensor faz acender um led quando a luz se apaga, mas você pode regular a intensidade de luz mínima que deve ter no ambiente para o led acender através do trimpot.

Existem vários tamanhos de LDR disponíveis no mercado, sendo os tamanhos mais comuns o de 5mm, 10mm e 20mm. O tamanho do LDR vai depender de qual for a aplicação deste aparelho: se o aparelho vai perceber ausência de luz numa área pequena, então deseja-se a utilização de um LDR de 5mm. Da mesma forma, se o aparelho vai ter que perceber a ausência de luz numa área mais abrangente (como numa sala ou ao céu aberto), então deseja-se a utilização do LDR de 20mm.

O trimpot possui a mesma função que a de um potenciômetro, porém, sua montagem é feita diretamente na placa para que ela seja acessível somente pelo técnico, e não por uma pessoa que venha utilizar o aparelho como usuário. Aqui, o técnico deve ajustar o trimpot de forma que o led acenda a uma determinada iluminosidade. 

Este aparelho é o mesmo que existe nos postes de iluminação e também como sensores de um elevador (aqueles que impedem de fechar a porta durante a entrada ou saída de pessoas). No caso dos postes, o LDR tem que ser de um tamanho grande, pois abrangem uma área muito extensa a céu aberto, e o trimpot foi ajustado para que o poste acenda um pouco antes do por-do-sol (ou seja, sem a calibração do trimpot, o poste de iluminação só entraria em funcionamento depois que o sol se ponha totalmente, ou ainda não funcionasse em noites muito claras com lua cheia.

Abaixo temos o circuito:



Para a montagem deste sensor, você precisará dos seguintes componentes:

1 Circuito integrado LM 1458
1 Trimpot 47K montagem horizontal
1 Resistor 33 KΩ - 0,25 Watts
1 Soquete CI 8 Pinos
2 Resistores 100 KΩ - 0,25 Watts
1 Resistor 270 Ω - 0,25 Watts
1 LDR
1 Led Vermelho 5mm
1 Conector com rabicho para bateria 9V
1 Placa de circuito impresso 5x5 fenolite

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Temporizador com o timer 555

Este temporizador possui dois push button, sendo que o primeiro inicia o sistema (PB1) e o outro possui a função reset (PB2). Ao pressionar o PB1 o temporizador acende o led e inicia a contagem de um determinado período de tempo em que o led permanecerá aceso. Ao atingir o fim deste período de tempo, o temporizador desliga o led.

O período de tempo é definido pelo resistor R1 e pelo capacitor C1 e pode ser calculado através da seguinte equação:

T = 1,1 . R1 . C1

Onde:
     T - tempo em segundos;
     R1 - Resistência em Ω
     C1 - Capacitância em Farad;


Abaixo você pode visualizar o circuito que montei. 



O valor do R1 é de 3,3 MΩ e o valor do C1 é de 1 µF. Portanto, considerando-se a fórmula acima, temos como cálculo do período de tempo o seguinte:

T = 1,1 . R1 . C1
T = 1,1 . 3,3M . 1µ
T = 3,62 segundos

Temos que levar em consideração as margens de tolerância, tanto do resistor quanto do capacitor. Se o capacitor tiver uma faixa dourada, então sua tolerância é de 5%. O capacitor possui sua tolerância escrita no seu corpo e geralmente é de 20%.

Existe a possibilidade de você substituir o R1 por um potenciômetro, de forma que o operador ajuste manualmente o tempo de duração em que o led ficará aceso. Porém, o circuito acima não leva em consideração este potenciômetro, ao passo que, se desejar um período de tempo diferente do acima exposto, recomenda-se realizar cálculos com a fórmula acima indicada para achar o resistor e/ou o capacitor conveniente para o período de tempo desejado.


Para montar o circuito acima, você precisará dos seguintes componentes:

1 - Circuito integrado 555;
1 - Soquete para CI com 8 pinos;
1 - Resistor 3,3 MΩ, 0,25W - R1;
1 - Resistor 10 KΩ, 0,25W - R2;
1 - Resistor 560 Ω, 0,25W - R3;
1 - Resistor 4,7 KΩ, 0,25W - R4;
1 - Capacitor eletrolítico 1 µF, 25V - C1;
1 - Capacitor poliester metalizado 0,1 µF, 250V - C2;
1 - Led 5mm vermelho;
1 - Placa de circuito impresso 5 x 5 de fenolite;
1 - Bateria 9V;
1 - Clip de bateria com rabicho;
2 - Push button;


Existe uma ampla variedade de aplicações para este temporizador, e algumas delas podem ser:

- Alarme;
- Secador de mãos;
- Timer automático para apagar luzes;
- Timer automático para desligar chuveiro;
- Timer automático para irrigar jardins;

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Episódio de normalidade - #thewalkingdead #S6E10

O episódio 10 da 6a. temporada do The Walking Dead foi um "episódio de normalidade", ou seja, serviu para mostrar o dia a dia em Alexandria, com poucas - mas bem inesperadas - novidades.


Carl e Enid

Não foram feitos um para o outro. Se ficarem juntos e' por pura falta de opção, tanto para ela como para ele. Carl ainda e' muito infantil, lê gibis e e se considera ainda uma criança. Para ele, as saídas para a floresta em companhia da Enid são brincadeiras (inclusive afirmou "we are kids").

Enid já está mais velha e não se vê como criança. Tanto que ela se entrosa melhor com o Glenn e a Maggie. Na boa, essa menina sente falta de macho e Carl não parece estar 'a altura do que ela espera.


Rick e Darryl

Inverteram-se os papéis. Agora Darryl acha que eles não devem sair em busca de outras pessoas e Rick, por outro lado, mudou de opinião. Está "inversão" sinaliza que Rick voltou só mundo normal. Provavelmente vamos ver um Rick menos tirano, até ele baixar a guarda e seu grupo ser atacado novamente.


Rick e Michonne

Aqui está o impensável e realmente não estava esperando por isso. Talvez tenha sido apenas sexo ou uma forma de "agradecimento" por parte do Rick, já que foi a Michonne quem salvou a vida dele e do Carl quando ela matou o Ron Anderson.

De qualquer forma, Michonne já tinha esse espírito maternal com a Judith e o Carl. Aliás vai ser interessante ver como será a reação da Carol, pois tanto ela como a Michonne tinham este lado maternal com relação as crianças e são leais ao Rick.

O próximo episódio provavelmente vai ter algo com a Carol, Morgan e Padre Gabriel, já que eles não apareceram neste.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Unpacking: ovo de páscoa do Star Wars

Semana passada tomei coragem e comprei o ovo de páscoa do Star Wars, cujo preço foi meio salgado mas jus a uma economia falida de um pais entupido de impostos como o nosso. Levando-se em consideração que a ditadora comunista Dilma Rousseff elevou os impostos pouco antes da Páscoa, até que o ovo foi bem barato (uns R$ 50 no Walmart).

Se você não for fã da série pode se sentir decepcionado com a pouca quantidade de chocolate e o número limitado de aplicações do aparelho que veio junto e praticamente nem coube dentro do ovo rsrsrs...

Mas se você é fa da série, então vai concordar que o aparelho que veio dentro é muito legal!

Este aparelho se trata de um speaker e possui dois cabos, um sendo USB e o outro para conectar em algum aparelho de som. Vem no formato de uma cabeça do Darth Vader.

Como o aparelho não possui pilhas, a alimentação de energia vem do cabo USB. As instruções dizem para conectar a cabeça do Vader num computador, mas fiz o meu funcionar somente ligando num power bank e o outro plug, que recebe o sinal de áudio, pode ser conectado num celular. 

Abaixo algumas imagens:








segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Como destruir uma sociedade para depois tomá-la - segundo Yuri Bezmenov



Yuri Bezmenov nasceu na Rússia, foi oficial da Novosti (uma agência ligada à KGB) e a profissão que possuia é no mínimo curiosa para os padrões ocidentais: planejar a destruição de uma sociedade para garantir a expansão soviética pelo mundo.

Durante a guerra fria, os russos sabiam que não tinham como competir com as forças ocidentais por meio das armas. Então, sua estratégia foi fazer uso da subversão cultural, ou seja, subverter os valores de uma sociedade para que ela própria se auto destruísse. Ele garante, que os russos não inventaram a subversão cultural: está até na Bíblia. Sim, quando Paulo escreve uma de suas cartas, sugere que um grupo de cristãos está sendo manipulado por pessoas de má índole.

É assim que se subverte uma sociedade: um grupo de pessoas com más intenções e bem organizadas se apresentam como representantes de certa autoridade e investem na ação de confundir as pessoas quanto aos valores morais que deveriam preservar.

Bezmenov trabalhava na Índia, e tornou-se fã da cultura indiana quando resolveu fugir para o ocidente e deserdar. Teve que se disfarçar de hippie e conseguiu chegar na Grécia. Uma vez lá, procurou uma embaixada americana e se apresentou como oficial da agência Novosti, um "braço" da KGB. A Novosti, segundo ele, realiza estudos sobre uma determinada cultura, examina as fraquezas da população-alvo, os intereresses dos grupos políticos, etc. Dalí de dentro da agência ele conta que foi o autor de diversos artigos publicados em revistas e jornais no ocidente que continham mentiras sobre o comunismo, no sentido de ocultar crimes contra a humanidade e realidade da situação degradante dos povos sucumbidos pelo poder soviético. Contou ainda que havia um processo sobre como subverter uma sociedade e que todos os países do ocidente estavam sujeito às ações do que era planejado dentro da Novosti.

As tabelas abaixo mostram um resumo de como funcionava este processo de subversão. Se você conseguiu identificar um palalelo com o que acontece no Brasil ainda hoje, é porque o Foro de São Paulo ocupou o vácuo deixado pelos soviéticos.

PROCESSO DE SUBVERSÃO SOCIALISTA
Yuri Bezmenov, 1983



DESMORALIZAÇÃO
15 A 20 ANOS
ÁREA
MÉTODOS
RESULTADOS
Idéias
Religião
politizar, comercializar, descaracterizar
desapego à vida
Educação
permissividade, gramscismo
ignorância
Imprensa
monopolizar, manipular, desacreditar
desinformação
Cultura
falsos heróis, novos modelos morais
massificação, vícios
Estrutura
Lei e Ordem
imoralidade no legislativo
descredibilidade
Sociedade
confusão entre direitos e deveres
irresponsabilidade
Segurança
apologia ao crime, relatividade moral
violência
Política interna
promoção de antagonismos
desunião
Vida
Família
fragmentação
ausência de lealdade
População
deslocamento migratório, urbanização
alienação
Trabalho
sindicatos contra a sociedade
vitimização

2 A 5 ANOS
ÁREA
MÉTODOS
RESULTADOS
Estrutura de poder
criação de órgãos artificiais na sociedade
erosão do governo
Economia
radicalização no processo de negociação
confronto constante
Imprensa
posição oposta à sociedade
alienação

CRISE
2 A 6 MESES
Os orgãos artificiais estabelecidos anteriormente reivindicam direito ao poder, contam com o respaldo nas demais ações cumulativas precedentes. A sociedade não funciona mais produtivamente, o governo entra em colapso e a população demanda uma solução.


NORMALIZAÇÃO
Eliminação ou ostracização dos responsáveis pela desestabilização e crise, consolidação de um estado socialista (ditadura), estabelecimento de uma nova elite burocrática.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Aqui jaz a Família Anderson.... #TheWalkingDead #S6E09

Estou sem palavras. E nem sei por onde começar. O episódio 9 da 6ª temporada foi realmente de tirar o fôlego! Toda vez que a série volta a ser exibida deve ser um desafio enorme para a equipe de produção criar algo sempre novo e chocante para atrair a atenção do público.

I'm speechless. And I do not even know where to start. The episode 9 of season 6 was really breathtaking! Every time the series back to be displayed must be a huge challenge for the production team to always create something new and shocking to attract public attention.




Vamos começar pela morte da família Anderson, que morreu completamente. Jessie, Ron e Sam estavam dentro da casa com Rick, Carl, Michonne, Padre Gabriel, a bebê Judith e a Deanna, sendo que esta última já havia sido mordida por um zumbi. Pediu uma arma para cometer o suicídio, mas resolveu gastar a munição contra os zumbis. A esta altura, todos os demais já estavam usando ponchos ensopados de tripas de zumbis para poder sair da casa e buscar refúgio em outro lugar. Se Ron não tivesse atacado Carl, os zumbis não teriam dado atenção àquele lugar e não teriam invadido. De qualquer forma, já estava nos planos do Rick bolar algum jeito de sair dali, cedo ou tarde.

Let's start with the death of the Anderson family, who died completely. Jessie, Ron and Sam were inside the house with Rick, Carl, Michonne, Father Gabriel, the baby Judith and Deanna, being this last one bitten by a zombie. She has asked for a gun to commit suicide, but decided to spend the ammunition against zombies. At this point, all the others were already using soaked ponchos with zombie guts to get out of the house and seek refuge elsewhere. If Ron had not attacked Carl, the zombies would not have paid attention to the place and would not have invaded. Anyway, Rick was already in the plans come up with some way to get out sooner or later.

Então tiveram que sair às pressas. O plano era ir até onde as armas de fogo da comunidade eram guardadas – o arsenal. No meio do caminho, Rick mudou de ideia e resolveu ir até os veículos perto da pedreira e usá-los para atrair a atenção dos zumbis e leva-los para longe dali, o que era seu plano original desde quando os localizou pela primeira vez, no dia em que foram enterrar o corpo de Pete Anderson.

Then they had to leave in a hurry. The plan was to go as far as the community firearms were kept - the arsenal. Along the way, Rick changed his mind and decided to go to the vehicle near the quarry and use them to attract the attention of zombies and takes them away, what was your original plan from when spotted for the first time, the day they were to bury the body of Pete Anderson.

Nessa altura, o Padre Gabriel se voluntaria para levar a bebê Judith até a igreja, um lugar seguro. Jessie também insiste que Sam o acompanhe, mas o garoto se recusa e insiste em ficar ao lado da mãe. O motivo? Ele só se sente seguro ao lado dela. Mas o garoto não percebe a gravidade da situação, tanto das circunstâncias, como também do seu estado emocional. Ele estava traumatizado pelas ameaças da Carol. Foram as palavras dela que Sam se lembrou e o fizeram chorar, desencadeando uma sequência triste de eventos no qual levou a família inteira à morte e Carl ser ferido no olho.

At that time, Father Gabriel volunteers to take the baby Judith to the church: a safe place. Jessie also insists that Sam to accompany him, but the boy refuses and insists on staying beside her mother. The reason? He only feels safe with her. But the boy does not realize the seriousness of the situation, both on the circumstances, as well as their emotional state. He was traumatized by the threat of Carol. Were her words that Sam remembered and made him cry, triggering a sad sequence of events in which it took the whole family to death and Carl being hurt in the eye.

Poderia ser evitado? Acredito que sim. Rick ficou completamente em silêncio perante a insistência da Jessie de seu filho acompanhar o Padre. Se ele tivesse insistido, o garoto teria concordado e ido. Aliás, o ideal era que todas as crianças tivessem acompanhado o padre, inclusive a Jessie, que, por mais que tenha sido corajosa, ela confiava demais no Rick e nunca viu quem ele era realmente.

Could that be avoided? I believe it could. Rick was completely silent at the insistence of his son Jessie follow Father. If he had insisted the boy would have agreed and gone. In fact, the ideal was that all children had accompanied the priest, including Jessie, who, as much as it was courageous, she trusted too much in Rick and never saw who he really was.

Ou Rick Grimes é um inconsequente, ou as coisas aconteceram justamente como ele queria. Quando Spencer Monroe caiu do muro, ele disse para a Deanna que ao invés de ter salvado o filho dela, ele poderia ter se aproveitado da oportunidade para sair correndo dali. Talvez tenha sido este pensamento que tenha ocorrido na cabeça do Rick: o de usar os filhos da Deanna como iscas para salvar sua família e o lugar em que pretendia criá-los.

Either Rick Grimes is a reckless, or things happened exactly as he wanted. When Spencer Monroe fell off the wall, he said to Deanna that instead of having saved her son, he could have taken advantage of the opportunity to rush out there. Maybe it was the thought that occurred to the head of Rick: the use of children as decoys Deanna to save his family and the place where we wanted to create them.

Acho bastante possível isto, já que até aquele momento Rick via os residentes de Alexandria como um bando de fracos e despreparados, só confiava no seu pessoal. Ele tinha sentido que houve uma disputa entre Ron e Carl e usar os filhos da Jessie seria trágico, mas conveniente para quem pretende consolar uma mulher pela qual está apaixonado. Pela sequência de imagens que ocorreram durante o momento em que a família Anderson foi atacada, Rick só sentia algo pela Jessie e nada pelos filhos dela.

I think quite possible that, since up to that time Rick saw the residents of Alexandria as a bunch of weak and unprepared, only trusted personnel. He had felt that there was a dispute between Ron and Carl and use the children of Jessie would be tragic, but convenient for those who want comfort one woman he is in love. The sequence of images that occurred during the time when the Anderson family was attacked, Rick just felt something for nothing by Jessie and her children.

Então esta foi a sequência dos fatos: Sam chorou, atraiu os zumbis e foi atacado. Ao ver o filho ser atacado, Jessie não se conteve e começou a gritar, em crise, sendo que seus gritos foram ouvidos pelos zumbis, que também a atacaram. Como Jessie estava segurando o Carl pelo braço, Rick decide amputar o braço da Jessie para salvar o Carl. Diante desta cena, Ron resolve se vingar e aponta uma arma para o Carl e Rick (engraçado, ele não havia sido desarmado pelo Carl antes, dentro do quarto?). De qualquer forma, esta arma estava na mão dele. O tempo para. Antes de tomar a decisão de atirar, um disparo acidental ocorreu quando Michonne resolveu enterrar sua espada no garoto Ron, pelas costas. Tudo para salvar o Carl...

So this was the sequence of events: Sam cried, attracted the zombies and was attacked. To see his son being attacked, Jessie could not contain himself and began shouting in crisis, and their cries were heard by the zombies, which also attacked. How Jessie was holding the Carl's arm, Rick decides to amputate his arm to save Jessie from Carl. Faced with this scene, Ron decides to take revenge and points a gun at the Carl and Rick (Funny, he had not been disarmed by Carl before, inside the room?). Anyway, this weapon was in his hand. The time stops. Before deciding to shoot, an accidental shooting occurred when Michonne decided to bury his sword into the boy Ron in the back. All to save Carl ...

Carol e Michonne tem um sentimento estranho com relação ao Rick e ao Carl. É como se elas devessem algo por eles. Rick também tem sentimento semelhante pelas duas. Com relação à Carol, ele se sentiu mal depois que foi salvo por ela em Terminus. Rick só começou a sentir-se bem pela amizade de Michonne porque foi seu filho quem aprovou a permanência dela na prisão West Georgia.

Carol and Michonne have a strange feeling in relation to Rick and Carl. It's like they owed something for them. Rick also has similar feeling between the two. With respect to Carol, he felt bad after she was saved by her in Terminus. Rick just started feeling good friendship of Michonne because it was his son who approved the permanence of it in prison West Georgia.

O Rick Grimes da primeira temporada já morreu faz tempo. O que sobrou foi uma espécie de Shane dentro do corpo do Rick. Toda situação é uma espécie de “vale tudo” para manter a vida do Carl a salvo.  Nem mesmo quando eles pisaram na prisão West Georgia no primeiro dia, quando Lori estava grávida da Judith, ele não estava se dando bem com a esposa.  De lá para cá foram algumas fases de bem-estar interrompidas por ataques de estranhos e assassinos manipuladores como o Governador, o pessoal de Terminus, os Lobos e por aí vai tornando-se uma pessoa imprevisível e perigosa por quem está por perto.

Rick Grimes' first season has been dead a long time. What was left was a kind of Shane in the body of Rick. Every situation is a sort of "anything goes" to maintain the life of Carl safe. Even when they stepped in prison West Georgia on the first day, when Lori was pregnant with Judith, he was not getting along with his wife. Since then were some phases of welfare interrupted by strange attacks and manipulative killers like the Governor, Terminus of the staff, the Wolves and so on becoming an unpredictable and dangerous person by those around.

A morte de Ron muito se assemelha quando Rick, Darryl e Michone invadiram um casebre no meio do mato e matou um morador assustado para que ele parasse de gritar. É uma forma dela mostrar o quanto é durona, e até onde está disposta a ir para mostrar sua lealdade ao Rick. Michonne tem sede de ser aceita no grupo e pelo Rick.

Ron's death very similar when Rick, Daryl and Michone raided a hut in the woods and killed a resident scared him to stop screaming. It is a form of it show how tough, and how far are willing to go to show their loyalty to Rick. Michonne thirsts to be accepted in the group and by Rick.

A Carol é outra que mudou bastante e seus traumas são diferentes. Ela vê o Rick como um marido perfeito. Sua maior satisfação seria ser a mulher perfeita para ele: sabe cozinhar, sabe atirar e matar quando preciso. Demonstra o mesmo tipo de frieza que a Michonne e não acredita na bondade humana, como o Morgan. Pequenas características existentes nos outros que a incomodam podem fazer a diferença entre ela ser uma amiga ou uma inimiga. Carol não gosta de fumantes, logo, matou uma mulher só porque ela tinha sido esfaqueada por um da gangue dos Lobos. Será que não lhe ocorreu que a mulher poderia ter sido salva? Ou será que, além de ser fumante, ela irritava a todos por causa de uma máquina de fazer spaghetti, e por isso tinha que morrer? Como confiar neste tipo de gente?

Carol is one that has changed a lot and their traumas are different. She sees Rick as a perfect husband. His greatest satisfaction would be the perfect woman for him: cook, can shoot and kill when necessary. Demonstrates the same kind of coldness that Michonne and does not believe in human goodness, like Morgan. Small existing characteristics in others that bother can make the difference between it be a friend or an enemy. Carol does not like smoking, just killed a woman just because she had been stabbed by a gang of wolves. It did not occur to him that the woman could have been saved? Or is that in addition to being a smoker, she annoyed everyone because of a spaghetti maker, and therefore had to die? How can anyone trust this kind of people?

Morgan, por outro lado, pertence ao mundo normal. Um mundo de pessoas que cometem erros e aprende com eles. Morgan é o tipo de vizinho que todos gostariam de ter. Salvou um perturbado mental e acredito que o rapaz até não queria matar a médica, mas acabou sendo morto pela Carol. Simples assim, não interessa para ela se o rapaz tinha apresentado melhoras de comportamento, mas o que interessa é que o rapaz pague pelo que aconteceu na comunidade no dia em que sua gangue invadiu e matou pessoas inocentes.

Morgan, furthermore, belong to the normal world. A world of people who make mistakes and learn from them. Morgan is the kind of neighbor that everyone would like to have. Saved a mentally disturbed and believe that the boy did not even want to kill the doctor, but was killed by Carol. Simple, it does not matter to her if the boy had shown improvement in behavior, but what matters is that the boy pay for what happened in the community on the day his gang invaded and killed innocent people.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"Meu amigo Dahmer" - a infância de um serial killer canibal contada por um colega de classe





Este livro cuja capa você vê na foto acima foi escrito por Derf Backderf sobre um dos serial killers mais famosos dos EUA, Jeffrey Dahmer, também conhecido como "o canibal de Milwalkee". Só existe a versão em inglês e adquiri o meu na Amazon.

Backderf é cartunista e usou sua arte para contar sua convivência com Dahmer na escola. Ambos estudaram na mesma sala de aula e relata uma história de adolescência muito sofrida. Dahmer não era um daqueles alunos "populares" entre sua turma. Chegava atrasado na aula, às vezes bêbado. Carregava uma pasta com cadernos e livros, mas dentro continha também garrafas de bebida alcóolica que consumia, sozinho, nas dependências da escola.

Dahmer aceitava fazer certas "exposições" como um sujeito com problemas mentais. Alguns de seus colegas lhe davam dinheiro e o levavam até algum shopping center local para que ele encenasse o papel de um demente para assustar ou constranger outras pessoas.

Jeffrey Dahmer aos 12 anos


Desde pequeno ele mantinha uma curiosidade mórbida, que em parte foi favorecida pelo fato do seu pai ser PhD em química. Primeiro ele procurava animais mortos perto de casa ou quando voltava da escola. Em seguida ele os colocava dentro de um jarro de vidro, junto com substâncias corrosivas, as quais ele tinha acesso em função da profissão do pai. E é assim que o livro começa.

O serial killer era uma pessoa alta, com mais de 1,8 m de altura, mas deixava-se intimidar até por garotos mais novos e menores do que ele, de quem levava tapas na cabeça, como se fosse incapaz de revidar ou defender a si.

Seus pais tiveram uma relação problemática e foi constatado que sua mãe tinha problemas mentais. Na opinião de Backderf, quando Dahmer fazia uma encenação de débil mental, ele estava na verdade imitando sua mãe, que também era alcóolatra.

Dahmer não teve relações afetivas com outras pessoas, tal como se espera de alguém durante a adolescencia. Aos 12 anos, seu primeiro beijo foi com um garoto com quem ele brincava e parou por aí. Aos 16 anos, convidou uma menina para ir ao baile de formatura, a qual - para a surpresa de todos da sua sala - acabou aceitando o convite. A menina acabou sendo abandonada pelo Dahmer no meio da festa, sendo que este saiu do baile para beber. Já bêbado, pegou a menina e a levou para a casa. Na opinião de um dos policiais que investigou o caso, depois que Dahmer foi descoberto, em algum momento de sua adolescencia, sua homossexualidade se misturou com o desejo mórbido que tinha pela morte.

Dahmer aos 16 anos.

Além de dissolver animais mortos em ácido, Dahmer também os despedaçava e mutilava, alguns acreditam que ele tenha se envolvido com tortura de animais ainda vivos. Um vizinho teria encontrado a cabeça de um cachorro num mato atrás de sua residência enfiada numa estaca, e o restante do corpo pregado ao tronco de uma árvore.

Cabeça de animal apoiada sobre uma estaca fincada no chão - acredita-se que tenha sido feito pelo Dahmer.

Logo depois de ter se formado na escola Revere, Dahmer se viu numa situação de abandonado pela própria família: seus pais haviam se divorciado e brigaram entre si pela guarda de seu irmão mais novo, que acabou ficando com a mãe. Ela e o irmão mais novo sairam de casa. O pai, também resolveu se mudar. De repente, Dahmer se viu sozinho na sua própria casa, como se tivesse sido esquecido por todos. Foi quando resolveu matar alguém.

O livro conta a história de Dahmer até aqui. Mas continuarei a falar sobre este caso, que considero doente e intrigante pra caramba.

Dahmer estava dirigindo quando avistou Hicks, um rapaz da mesma idade que ele e que estava pedindo carona nos arredores de sua cidade. Ele convidou Hicks para ir até sua casa e fumar maconha, sendo que o convite foi aceito. Mais tarde, quando Hicks demonstrou vontade de ir embora, Dahmer resolveu matá-lo. E, no chão da cozinha da casa, acabou cortando Hicks em vários pedaços, separando o cadáver em vários sacos de lixo.

Quando interrogado sobre o motivo pelo qual ele comia os corpos de suas vítimas, Dahmer respondeu que queria ser amigo das pessoas e que elas se aproximassem dele, e não era que ele tinha "fome" ou "desprezo" pelas suas vítimas, mas que era uma forma dele estar cercado de compania.

Após esta morte, Dahmer passaria outros 9 anos até matar outra pessoa. Durante este período, ele esteve no exército, tal como aconselhou o pai. Lá, ele foi dispensado porque bebia muito e estava sempre alcoolizado.

Dahmer alcoolizado.

Depois de sair do exército, Dahmer foi morar na casa de sua avó paterna. Mas não ficou muito tempo por lá porque a avó não aprovava o mal cheiro que vinha do quarto do seu neto. Este mal cheiro era proveniente de cadáveres em decomposição.

Dahmer trabalhava numa fábrica de chocolates e saía às noites em casas noturnas e bares frequentados por gays. Em um dos locais, Dahmer literalmente misturava drogas nas bebidas e a oferecia para quem se sentia atraído. Uma vez que a pessoa estava sonolenta, ele a levava para um quarto, onde fazia sexo com estas pessoas com elas desfalecidas e inconscientes. Um dia, o barman viu ele colocando algo na bebida, alertou o segurança e foi expulso de um desses bares, sem que a polícia tivesse sido acionada.

O tempo foi passando e, Dahmer, matando cada vez mais. Ele passou a convidar as pessoas para o seu apartamento, matava suas vítimas, e fazia sexo com elas mortas por dias. Para que sua experiência fosse prolongada, ele colocava os cadáveres dentro da banheira com gelo, e tomava banho gelado junto com os cadáveres para que o corpo podre durasse mais tempo.

Mas o cheiro de podre se acumulava, e as reclamaçoes dos vizinhos também. Dahmer tinha que se livrar dos corpos e guardava as partes "prediletas" dentro da geladeira, como mãos, cabeças e pênis de suas vítimas.

Um dia ele resolveu tentar uma nova técnica: ao invés de matar, transformar a vítima em um zumbi, de forma que ela pudesse ficar viva, mas ao mesmo tempo sob o poder absoluto de Dahmer. Assim, após drogar suas vítimas em casa, ele fazia uma perfuração no crânio das pessoas com uma furadeira, e através do orifício aberto ele inseria uma seringa contendo água quente ou ácido sulfúrico. 

Foi este procedimento ao qual foi submetido uma de suas vítimas mais novas, Konerak Sinthasomphone de apenas 14 anos de idade foi atraído para o apartamento de Dahmer depois que este lhe ofereceu um par de tênis novos em troca de algumas fotos seminuas. Sinthasomphone conseguiu fugir do cativeiro e encontrado andando nas ruas somente de cueca por duas mulheres, que acionaram a polícia. Dahmer conseguiu localizar Sinthasomphone e tentou convencer as moças de que eles estavam juntos e que o garoto estava bêbado. Quando a polícia chegou, acreditou que Sinthasomphone e Dahmer eram apenas um casal, tal como o assassino tinha contado. Mais tarde, estes dois policiais haviam sido expulsos da polícia por não ter averiguado a denuncia das moças com cautela. Acredita-se que a atitude dos policiais tenha sido motivada por racismo, já que Dahmer era branco e as duas moças eram negras. Ao chegar em casa, Dahmer sufocou Sinthasomphone até a morte.

Por fim, uma ultima tentativa de matar foi frustrada e mais uma outra vítima fugiu de Dahmer com vida. Este avisou a polícia, que arrombou o apartamento e encontrou partes de corpo humano dentro da geladeira.

O tribunal foi um show de horrores, com declarações do próprio Dahmer sobre como mutilava e como fazia receitas com rins de suas vítimas. Alguns familiares se exaltaram e tentaram agredir Dahmer mesmo durante o julgamento.

Ele pegou prisão perpétua e, mais tarde, disse à imprensa que se sentiu aliviado por ter sido descoberto e poder dividir com outros sobre a verdade e os fatos das mortes. Hicks, por exemplo, havia sido dado como desaparecido e a familia desconhecia que ele estava morto já há mais de 10 anos. Dahmer se converteu ao cristianismo e, pouco depois, foi morto com um golpe de haltere no rosto, da mesma forma que golpeou sua primeira vítima. Os exames concluiram que Dahmer tinha condições de perceber quando estava sendo atacado, mas não esboçou qualquer reação de impedir que sua vida fosse tirada. 

A morte de Dahmer trouxe um certo alívio aos homossexuais de Milwalkee que tinham medo de saír de noite. Alguns ativistas gays acreditam que graças ao Dahmer, a cidade nunca mais teve baladas voltadas a este público.

O personagem assassino e canibal Dr. Hannibal Lecter, dos filmes O Silêncio dos Inocentes, Dragão Vermelho e Hannibal foi inspirado na biografia de Dahmer.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Saiba como evitar o golpe de ambulantes de metrô e trem

Nesses dias fui até a região da Berrini e, pelo trajeto, acabei pegando a linha 9 da CTPM. Eu nunca compro coisas de vendedores ambulantes, pois sempre fui atento às chamadas de áudio que a companhia de trens faz nos auto falantes de não incentivar este tipo de comércio.

Olhe bem para a imagem abaixo: parece um pendrive, mas não é. É um adaptador de cartão de memória, sendo que ele aceita até 32 tipos diferentes de formato. Convenhamos, não é uma coisa muito útil...


Mas no dia que comprei, achei que fossem pendrive de 32 GB. Pelo menos foi o que informou o vendedor. Ele entrou no vagão e disse que estava vendendo cada um por R$ 10,00. Num dado momento, ele diz ter visto dois seguranças da CTPM entrar no vagão anterior e simula ter medo de ser pego vendendo. Fala isso em voz alta. Inclusive pega um rádio e simula uma tentativa de aviso para seus colegas.

Neste ponto ele ergue a voz e disse estar desesperado. Apela para não ser pego com suas mercadorias e lança uma promoção: dois pendrives por R$ 10,00. A promoção é irresistível e surgem os primeiros compradores. Em curtíssimo tempo, outros demonstram interesse antes que acabe o estoque. A investida do ambulante golpista dá certo.

Dá certo também a imagem que transparece: a de um brasileiro trabalhador, desempregado, desesperado para pôr comida na mesa e alimentar sua filha. Se a pessoa não é atingida pelo desespero consumista, certamente será alcançado pela investida do vendedor-golpista que apela pelo sentimento de patriotismo. Foi neste ponto que resolvi ajudá-lo. Minha intenção não foi o de aproveitar as promoções, mas francamente fiquei com pena daquele homem, aparentemente, tentando sobreviver nesta atmosfera de desemprego acentuado, mais uma vítima anônima de um governo medíocre da Dilma Rousseff. Senti-me no dever de ajudá-lo. Entreguei uma nota, peguei os dois pendrives e rapidamente os enfiei no bolso...

Depois que saí da estação, fui dar uma analisada da compra realizada. Foi aí que notei que ambos os artigos não eram pendrives, mas adaptadores de cartão de memória no formato de um pendrive bastante familiar. Senti-me completamente abusado. Não porque os itens comprados não me oferecem nenhum tipo de utilidade, mas porque o sujeito mentiu descaradamente, abusando do sentimento de compaixão - meu e de muitas outras pessoas.

Por causa de atitudes como esta, de desonestidade descarada, ficarei com o pé atrás na próxima vez que algum real necessitado pedir ajuda. A Igreja nos orienta a fazer caridade, mas até nessas horas temos que refletir sobre se a pessoa que pede ajuda está ou não sendo honesta. Chegamos ao ponto em que as pessoas simplesmente não têm o menor pingo de caráter. Transformou-se num "vale tudo" para enfiar dinheiro no bolso a qualquer custo, ainda que na base da mentira contra o próximo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Como fazer a manutenção automotiva para viagem e uso diário

Carnaval chegando, e as férias terminando: este é o período em que as pessoas dão preferência para levar o carro na oficina para fazer uma revisão antes da família sair de férias. Neste post vou salientar somente os aspectos mais importantes e básicos sobre a manutenção automotiva que você precisa saber. Já há alguns anos este tema vem ganhando força, não só por causa das revisões obrigatórias impostas por alguns municípios, mas também porque o consumidor está cada vez mais se enxergando como parte de um ecosistema que deve ajudar a preservar. Isto mesmo, fazer a manutenção automotiva preventiva ajuda a reduzir os níveis de poluição do ar, além de aumentar a eficácia do motor. 

Por exemplo, quando eu trabalhava no ramo da indústria automotiva, fiquei sabendo sobre um caso em particular muito interessante: um carro de uma proprietária que não entendia nada sobre o tema havia sido selecionado, e a empresa tinha trocado todos os itens possíveis (a maioria deles estão listados abaixo). No final, esta proprietária de um Fiat Uno percebeu uma economia de até 40% no consumo de combustível!

Este tópico é direcionado àqueles que nunca ouviram falar sobre o tema antes e desejam conhecer mais sobre o assunto. Na minha cidade natal, Campinas, sempre que vou fazer alinhamento e balanceamento de pneus, os "técnicos" (ou seriam vendedores?) da loja vem com uma conversa de que tem que trocar o amortecedor do carro a cada dois anos. Se eu desconhecesse o assunto, provavelmente cairia na conversa deles e faria a troca sempre que vou lá. A bem da verdade, tem muitas oficinas e postos de combustível neste país que se aproveitam do desconhecimento dos seus clientes sobre o assunto para vender todo o tipo de acessórios, os quais nem precisavam ser trocados na hora.

Até mesmo algumas empresas fabricantes de filtros "informam" que seus produtos tem que ser trocados a cada 5.000 KM, sendo que quem trabalha no ramo sabe que os mesmos itens poderiam ser trocados a cada 30.000 KM. Esta ganância dos vendedores empurrar o produto acaba tornando a manutenção automotiva muito custosa, e o cliente, que não sabe se está sendo enganado ou não, fica na defensiva e acaba postergando manutenções importantes do seu automóvel. São estas as pessoas que quero ajudar aqui.

O melhor cenário possível é deixar no porta-luvas um pequeno caderno de anotações, aonde você terá um controle por escrito do que você fez no carro e quando. Nunca confie no poder de sua memória, pois você certamente não conseguirá fazer este tipo de controle de cabeça. Pegue um caderno e escreva nele tudo o que você fez em termos de manutenção automotiva do seu carro. Se preferir, tenha ao menos uma planilha no computador.

No total são 4 itens de segurança que você não pode deixar de monitorar:



Palhetas

A função principal da palheta é tirar a água do vidro em situações de chuvas ou tempestades. Ao contrário do que muitos pensam, a palheta não deve servir para tirar a sujeira do para-brisas. Sujeiras encrustadas (inclusive poeira) devem ser retiradas na mão, quando for lavar o carro. A palheta consiste numa borracha montada numa armação de metal. Esta armação pode ser trocada, inclusive, os preços das palhetas que vemos nos postos de combustivel são geralmente salgados. 

Existe a possibilidade de você aumentar a vida útil da palheta simplesmente limpando a borracha com um pano umedecido em água. Nunca utilize qualquer tipo de produto químico. Minha recomendação pessoal é que você crie o hábito de pegar papel descartável no posto e tirar a poeira, tanto da borracha quanto do vidro (na parte baixa, onde a palheta fica parada quando não está em funcionamento, costuma ser uma área que acumula pó).

A palheta funciona a partir de um motor elétrico debaixo do parabrisas que não fica visível. Palhetas duplas, embora sejam mais bonitas para alguns, reduzem à metade a vida útil desse motor, portanto, evite o uso de palhetas duplas.

Lembre-se sempre: sem palhetas, você pode ficar sem enxergar direito ao que está adiante do carro durante uma tempestade e causar uma colisão.



Extintor

O extintor deixou de ser item obrigatório nos veículos, porém, muitos motoristas ainda preservam este item dentro do carro e até fazem a troca de extintores nos postos de combustível. Verifique sempre a data de validade do extintor. Procure conhecer as marcas mais conhecidas ou recomendadas de extintores na internet e priorize a qualidade ao adquirir um extintor recondicionado. Os da categoria BC tem validade de um ano e os da categoria ABC tem validade de 5 anos.



Freios

Verifique o nível do fluído de freio a cada 30 dias. Evite sobrecarregar o veículo com peso acima de sua capacidade para que os freios não sejam gastos em demasia ou tenham sua eficácia comprometida numa situação crítica. Numa descida muito íngreme, reduza a marcha do câmbio e desça engrenado, sem acelerar. Isto se chama "freio-motor", ou seja, quando se usa o próprio motor para reduzir a velocidade do veículo. 



Pneus

Calibre os pneus semanalmente, conforme a indicação do fabricante. Geralmente, dentro da tampa externa onde o carro é abastecido com combustível existe um adesivo colado indicando-se as calibragens que devem ser feitas nos pneus dianteiros e traseiros, conforme for o número de passageiros do veículo.

Se for pegar estrada por muito tempo, calibre 2 libras a mais do que o recomendado.

Faça o rodízio de pneus a cada 10.000 KM. Quando for trocar um pneu muito gasto, de preferência por trocar os dois pneus do mesmo eixo. Existe um mito de que os pneus mais novos devem ser colocados à frente e os mais velhos no eixo de trás. Se você manter o rodízio de pneus sempre, eles sempre desgastarão por igual. Uma coisa que você deve fazer  é manter os pneus sempre no mesmo lado, por exemplo, o pneu que estava no lado direito de trás deve ser colocado no eixo traseiro, mas no lado direito também. 

Os pneus possuem indicadores de desgaste entre os sulcos, em alto relevo. Quando estes indicadores ficarem visíveis, troque o pneu. 

Ao calibrar o pneu, faça-o quando o carro estiver "frio" ou sem ter sido utilizado por pelo menos 4 horas. Quando você usa um carro, o ar dentro do pneu esquenta, e quando você for calibrar o carro, o aparelho informa primeiro a pressão atual e depois automaticamente completa o pneu com ar até a pressão desejada. Mas este aparelho pode completar o pneu com a quantidade insuficientemente de ar ou até mesmo retirar ar do pneu caso o ar dentro dele estiver quente. Lembre-se do que aprendeu na física na escola: com o calor, os gases se expandem.




Até agora vimos os itens críticos de segurança. Os itens seguintes também são importantes, pois afetam a eficiência do motor. Observemo-os:



Troca de óleo

Existem três tipos de óleo: o mineral, o semi-sintético e o sintético, sendo que cada tipo de óleo colocado deve ser trocado, respectivamente, a cada 5.000 Km, 10.000 Km e 15.000 Km. Alguns supermercados vendem óleos e filtros e, certamente, os preços praticados nestes estabelecimentos são mais em conta do que você encontrará no posto de combustível. Porém, isto não deve ser entendido como uma forma de incentivo para fazer a troca de óleo em casa. Não faça isso! O óleo queimado recolhido pelo posto é reciclado, ao passo que, se você fizer a troca de óleo em casa, não vai ter onde jogar fora o óleo queimado. Este óleo tem o poder de contaminar o lençol freático, portanto, não deve ser descartado na rua ou nem mesmo no lixo doméstico. Compre o óleo e filtros no supermercado, leve-os a um posto de combustível e peça para um frentista fazer a troca de óleo. No geral, eles farão isto para você "de graça" se você comprar alguma coisa do posto, mas se você não comprar nada do posto, eles irão pedir algum dinheiro de você, já que estão prestando um serviço.

O óleo mineral é o que vem do petróleo. O sintético nada mais é do que o óleo usado e que foi reciclado. Como ele já foi usado antes, o óleo sintético tem uma viscosidade que aumenta sua duração. É por isso que o óleo sintético (que é reciclado) tem uma duração maior que o mineral. Aqui vimos um exemplo perfeito de como a reciclagem contribui no comércio, à manutenção automotiva e ao meio ambiente. Por isso, não se esqueça: faça sua troca de óleo no posto, para que o óleo usado seja sempre recolhido e reciclado, evitando-se assim que ele seja descartado na rua ou num aterro e venha, futuramente, a contaminar o solo e envenenar a água.



Filtros

Troque o filtro de óleo a cada troca de óleo. Nunca faça uma troca de óleo sem trocar o filtro de óleo. Reutilizar o filtro de óleo de uma troca de óleo anterior faz sujar o óleo novo que está sendo colocado, reduzindo-se assim sua eficácia. Portanto, sempre troque os dois juntos.

Substitua o filtro de ar a cada 15.000 Km ou (no máximo) 20.000 Km. Verifique, a cada 15.000 Km o filtro de cabine. Este filtro é responsável por purificar o ar do interior do veículo. Quanto ao filtro de combustível, troque-o a cada 15.000 Km.



Radiador

Verifique o nível de radiador uma vez por semana. Na dúvida, adquira o habito de pedir para o frentista "dar uma olhada no motor" enquanto seu carro é abastecido. O radiador é responsável por arrefecer o motor e evitar que ele esquente demais e venha a fundir-se. Carro com motor fundido é uma merda. Carro com motor trocado também é uma merda. Evite danos ao motor do seu veículo para que seu carro tenha sempre o motor original de sua fabricação. 

No painel do veículo o motorista tem dois indicadores importantes sobre o radiador. O primeiro é o da temperatura do motor. A temperatura deve ficar sempre entre 90 a 100°C. Quando você estiver na estrada, é normal que a temperatura caia drasticamente. Se a temperatura do motor ultrapassar os 100°C, e você começar a observar uma fumaça saindo do motor, desligue o carro imediatamente. Muito provavelmente esta "fumaça" é o vapor da água saindo do radiador. Por isso, até mesmo a tampa do radiador deve estar bem encaixada para evitar que o vapor saia do reservatório e deixe o motor sem água. 

Se isto acontecer, você será avisado por uma outra luz indicadora do painel, aquela tem quem um regador com uma gotinha saindo da ponta. Esta luz indica que o nível de água no radiador atingiu um nível crítico. Se você ver esta luz se acender no painel, desligue o motor imediatamente.

Existe um nível mínimo e máximo de água a ser colocado no radiador do seu carro. Obedeça estes parâmetros. A água pode ser misturada por um fluído (geralmente na cor avermelhada) que serve para combater corrosões dentro do sistema de arrefecimento do veículo. Independentemente disso, quando for adicionar água ou fluído, faça-o com o motor ligado. Procure não inspecionar e nem adicionar água no motor quando ele estiver quente, pois há riscos de queimadura. Existe uma bomba que faz a água circular e ela pode espirrar para fora do reservatório e queimar alguém caso estiver sem a tampa. Mesmo as pessoas experientes fazem isto com muito cuidado. O ideal é você ligar o carro de onde ele estiver estacionado e ir diretamente ao posto. 


Cabos de Vela

Evite respingos de material abrasivo sobre os cabos de ignição. Ao lavar o motir do seu veículo, seque bem a região de contato dos cabos de ignição. Carros movidos a GNV precisam utilizar cabos de ignição específicos, caso contrário, a durabilidade do motor pode ser comprometida.



Bateria

No geral, uma bateria dura entre 2 a 3 anos. Dê partidas curtas, entre 5 a 7 segundos. Se seu veículo estiver abastecido com álcool, é possível que a partida demore mais nos dias frios de inverno. Para evitar partidas longas, mantenha o reservatório de gasolina aditivada cheio nas épocas de inverno. Não deixe luzes e acessórios ligados quando o veículo estiver desligado. Faça uma revisão da parte elétrica do seu veículo regularmente.



Correias

Evite ao máximo fazer o carro "pegar no tranco", pois a correia pode saltar. Troque as correias a cada 50.000 Km.



Velas de Ignição

Troque as velas de ignição periodicamente, conforme for a recomendação do fabricante, o que geralmente é a cada 20 ou 30 mil quilômetros.

Velas de ignição costumam se desgastar ao longo do tempo e, quando não são trocadas, podem provocar falhas no motor, elevando o consumo de combustível e emissão de poluentes.