sábado, 29 de novembro de 2014

Ciclovias para o inferno!




O eleitor brasileiro não vota, aposta. Sua única fonte de informação é a campanha publicitária durante o período das eleições, campanhas estas mais embasadas em enaltecer sentimentos do que discorrer ideias e propostas. Antigamente (mais ou menos na época do Maluf e do Covas) eu me lembro que nos debates televisionados havia um minimo de quantificação nas propostas dos candidatos (por exemplo: "eu vou construir quatro novos hospitais"). Hoje, o apelo é voltado a uma espécie de adoração doentia, coisa típica de regimes mandatários e autoritaristas que reduzem o eleitor a um status de cidadão de segunda classe que obedece os políticos ou tão somente a eles submetidos de maneira canina.

É o que deseja o ditador travestido de prefeito de São Paulo, o Fernando "Malddad". Na ocasião de sua candidatura não me lembro de nenhuma proposta que tenha feito no sentido de elevar o custeio dos transportes públicos, aumentar o número de ciclovias e de faixas exclusivas para ônibus ou ainda de elevação de IPTU.

Os anseios populistas do ditador regional Fernando Haddad chega a níveis doentios: o editorial Folha de S. Paulo, em total conveniência moral com os planos comunizantes atuais e em vigor do Foro de Sao Paulo, vinculou tempos atras a noticia falsa de que o "prefeito" iria para o trabalho de ônibus. Pura mentira. Eu mesmo flagrei seu veiculo indo em direção a sua casa na Alameda Santos, sentido Paraíso.



Me parece que este desespero populista deve ser coisa que vem do berço. Falta de afeto paterno e materno? Foi rejeitado na adolescência? O que leva uma pessoa a desejar ser adorada? Coisas assim me assustam e imediatamente me faz lembrar das historias do imperador Nero, o qual mandou queimar quase a metade da cidade de Roma só para que houvesse espaço para construir um novo teatro, nos quais gostava de ficar tocando flautas e obrigava seus frequentadores a assistir aquelas performances horríveis de um sujeito sem habilidade alguma, nem para a politica e nem para tocar uma merda de uma flauta. Não por menos, mandou espalhar boatos de que os cristãos tinham tacado fogo na cidade, despertando a ira e uma onda de genocídios.

Digamos que do ponto de vista freudiano, dentro do cranio de um esquerdista, o ego está sempre do lado do bem, enquanto que o superego subdivide-se entre os que tem potencial de ser seu aliado e os que são identificados como contrarrevolucionários (ou, no vernáculo mais recente, "coxinhas").

Me parece, no entanto, que o Haddad ainda não se tocou que as supostas "massas populares" de quem espera o apoio não nutre ódio algum contra ninguém. E este é um jogo constante na gestão Haddad. Por exemplo, jogar negros contra brancos foi uma manobra que ele fez no dia da consciência negra, ao lado do comunista Netinho de Paula enquanto discursou no palanque no Viaduto do Chá, no dia da consciência negra em 20/11/2013. Naquela ocasião, os negros começaram a vaiar o Haddad, a chamá-lo de mentiroso, vagabundo e de todos os outros nomes que se imaginaram na hora. O próprio Netinho teve que intervir, ao final do discurso do primeiro, para resfriar a situação que poderia terminar em pancadaria, para se dizer o minimo.




Haddad não dá a minima para quem tem carro e, assim prefere até classificar que quem dirige não passa de um porco capitalista. É o que se percebe nas entrelinhas do seu governo quando manda criar a torto e a direito faixas exclusivas de ônibus por todos os lados, submetendo o motorista numa tal situação sofregante que, certamente, serão creditados a favor de todos na hora da morte, como se cada minuto sofrido em congestionamento sera um minuto a menos no inferno para cada alma que dirige naquela cidade.

Depois - e como se não bastasse piorar - vieram as ciclovias. Aos mais leigos, assim creio. as ciclovias vieram como boa novidade que faz a capital do estado acompanhar as grandes metrópoles americanas e europeias. Ocorre, no entanto, que nos países de primeiro mundo a criação das ciclovias precederam a elaboração de um estudo que analisou o impacto no comércio, no trânsito de veículos e de pedestres. Como de praxe, tal estudo não foi feito em São Paulo. Alguns analistas até sugeriram que a concentração de tais ciclofaixas no centro da cidade está deslocada do público que costuma utilizar a bicicleta para se locomover, mais precisamente, localizados na região leste de São Paulo. Me parece que passa despercebido à maioria das pessoas as intenções revolucionarias por trás da criação das ciclofaixas, ao mesmo tempo que a situação e transforma o ciclista num suposto ativista politico, de que o carro é o simbolo capitalista a ser condenado e que a bicicleta faz bem à saúde e ao meio ambiente. Talvez a imagem de um ciclista fumando maconha completasse os ensejos da prefeitura petista. Não é a toa que atropelamentos de bicicletas começou a aparecer nas estatísticas de crime de trânsito, porem, e infelizmente, alguns ciclistas se veem na arrogância de atravessar sobre pedestres e sinais vermelhos, andar na contramão, etc. É como se a lei do trânsito não existisse para eles, quando na verdade existe. O que faz estas pessoas se comportarem de tal forma animalesca é o subsidio moral que a prefeitura haddaduresca tem dado a estes "cicloativistas". Sem pudor algum, a prefeitura criou ciclofaixas em várias localidades que desafiam o raciocínio lógico do cidadão comum, como nos casos em que elas atravessavam as áreas de terrenos privados de estabelecimentos como postos de combustíveis, calçadas onde andam pedestres, etc.

Bicicletas podem ser um meio adequado de se praticar esportes e transportar-se, mas, torna-se impossível fazer as compras do mês estando sentado em cima de uma. Quem tem bicicletas geralmente é um público jovem que não precisa se preocupar em fazer compras, levar a roupa para costureira, etc. Imagine você ir ao trabalho numa bicicleta, chegar fedendo e trabalhar deste jeito o dia todo? E depois, cansado, ainda ter que pedalar ate chegar em casa, restando-lhe folego somente para ir dormir e (tentar) acordar cedo no dia seguinte para repetir a mesma maratona? Experimente fazer isto dos 18 ate os 60 anos de idade? E quando sua esposa estiver para dar a luz, vai levá-la para a maternidade como, na garupa? E em dias de chuva, que não são raros na "terra da garoa", vai trabalhar molhado?

A lista dos problemas que o prefeito está criando para a cidade pára por aqui. O autoritarismo haddadiano atingiu o seu ápice na ocasião da realização da Copa do Mundo em São Paulo, quando ele condenou milhões de motoristas ao confinamento no local de trabalho ao estender o horário de rodizio das 7h da manhã até às 20h, sem o intervalo habitual das 10h às 17h. Como motorista de carro é tido como criminoso e porco capitalista, nada melhor do que deixar os trabalhadores presos no trabalho. Tal medida veio "maquiar" a situação vergonhosa e crítica no sistema de transporte nas vias de locomoção que estão em situação confusa e mal gestionadas, gerando outrossim o congestionamento caótico.

Se houvesse um pingo de imaginação na cabeça das pessoas, me parece óbvio nesta altura do campeonato em que a gestão petista (ou qualquer outra de cunho revolucionário que venha ser eleita no futuro, incluindo PSDB...) vai criar nos próximos tempos o "IPVA da Bike", emplacamento, seguro obrigatório, etc. Antigamente o PT sempre defendia os motoqueiros como se fossem as "massas oprimidas do transito" e este discurso mudou completamente nos últimos tempos. Pode apostar que daqui 20 anos, quem não estiver andando a pé e descalço vai ser considerado um porco capitalista, dentro do vernáculo que o PT gosta de usar.