quinta-feira, 27 de novembro de 2014

E finalmente ele consegue...

"Malddad" é o apelido que pegou para o prefeito de São Paulo desde as manifestações do ano passado. Naquela ocasião, mais especificamente no "dia das bruxas" algumas poucas pessoas se dignaram a protestar contra este crime contra a população paulistana chamado de "aumento do IPTU" foram até a sua residência ficar protestando na porta. Barrado pela justiça na época, Haddad pode agora finalmente ejacular de prazer depois de um vai e vem de processos e recursos intermináveis na justiça.


 



Há de se criticar neste caso duas coisas: a primeira é a total falta de vontade do paulistano em defender seus interesses. Alias, a questão é inteiramente esta: por acaso seria interesse do paulistano pagar impostos cada vez maiores neste tao confuso sistema tributário brasileiro? A resposta para esta pergunta me parece ser positiva, haja vista que na noite de 31 de Outubro de 2013 um grupo não maior que 200 pessoas se reuniram no MASP, cercado por todos os cantos por um contingente policial costumeiramente exagerado que, no minimo, dobrava o numero de manifestantes. Até eles chegarem na casa do prefeito, no bairro Paraíso, este numero não era maior que 50 pessoas, se muito.



Por que interessa agora, pouco mais de um ano depois, resgatar esta história do fundo do poço? Interessa relembrar o começo quando se vive o fim. Sim, o aumento do IPTU é pelo menos o início do fim dessa história. Ela começa quando um prefeito autoritarista diz que o valor do IPTU deveria ser reajustado numa proporção acima da inflação e "de acordo" com a valorização dos imoveis de cada região (cuja mensuração foi feita no mais puro achismo). Eu mesmo, naquela época, apesar de ser apenas uma "testemunha" dos fatos, cheguei a comentar que o aumento do IPTU é infinitamente pior que os atos de vandalismo perpetrado pelos manifestantes. Na edição do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, finalmente encontramos depoimentos de donos de estabelecimentos que correm risco de fechar a porta de uma vez por todas. O médio e pequeno empresariado brasileiro vive em pisar de ovos e sempre na corda bamba, alheio às truculências da vontade do poder publico. Neste caso, óbvio, não existiu aumento da demanda e nem no valor dos preços praticados, por exemplo, nos serviços de casas noturnas e bares. O aumento do IPTU, portanto, não tem como ser repassado ao consumidor por parte de algumas empresas. Fica explicito aqui que o objetivo é acabar com o empresariado.


As empresas que conseguirem repassar o aumento nos preços (e esta é uma das situações que havia previsto) serão moralmente responsabilizadas pelo aumento da inflação. Os governos petistas parecem interessados em arrumar um problema - fiscal - para criar outro - inflação -  contanto que a culpa não se recaia diretamente sobre sua gestão. Mas não é o caso. O aumento do IPTU vai piorar ainda mais a inflação. 

Citamos aqui duas situações: na primeira, o empresariado resiste ao aumento do IPTU, consentindo com uma margem de lucro menor nos negócios ou com o próprio fim do seu negocio. Na segunda, os negócios que resistirem repassarão o aumento do IPTU nos preços. Mas, há ainda o caso das pessoas que ficarão desempregadas e terão que arcar com compras de produtos inflacionados para o dia a dia. A esquerda petista adora buscar meios que façam o povo se sentir como se os "ricos" estejam se fudendo mais que os "pobres". Mas eu me pergunto, nesta situação em que uma pessoa fica desempregada e tem que pagar mais caro pelos produtos, sofrendo em primeira mão de duas acoes cujo único culpado e' o "Malddad", foi o rico que se fudeu ou vai ser voce?

Abaixo alguns videos daquele dia. 













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Obs: fotos tiradas em 31 de Outubro de 2013.