quarta-feira, 30 de março de 2016

Paciência tem limite e o PT já o extrapolou

O Brasil não passa por nenhuma crise econômica. Apesar da alta carga tributária e trabalhista, é fato concebido pelos economistas sinceros de que o capitalismo neste país existe quase por milagre, até porque ainda existe aqui um grande mercado interno que torna este país interessante aos olhos de investidores externos. 

Tais investidores, porém, não financiarão uma eventual instauração de uma nova ditadura bolivariana tal como o PT deseja. Há muito, por exemplo, a Volkswagen e a Fiat estão deixando seu estoque apodrecer no pátio de suas fábricas, apesar de poder exportá-los. Mas com juros altos e mercado interno retraído, já não fazem mais esforço algum em exportar estas mercadorias, haja vista que qualquer melhora na balança comercial seria um mérito creditado como vitória da ditadura da Dilma Rousseff, e não ao setor privado. 

Sem dinheiro externo, a economia parou. Postos de trabalho estão sendo perdidos. Temerosos sobre o que pode ocorrer no curto prazo, as famílias tem postergado ou reduzido ao mínimo seu consumo, pois não se sabe quando pode vir uma carta de demissão.

No mercado de trabalho, uma conjuntura assustadora: pessoas altamente qualificadas estão sendo demitidas e tendo que recorrer de bicos para sobreviver. Nas ruas, o número de mendigos só aumenta, bem como o número de catadores de lixo. Nesses dias atrás, vi uma cena triste: uma familia inteira acompanhando o pai que carregava uma carroça de catador. Ao seu lado, sua mulher olhava para todos os lados à procura de lixo que pudesse ser recolhido e vendido. Na parte de trás da carroça, três crianças, filhos deste casal, brincavam com algumas coisas que seus pais haviam achado. Nesta procissão pela sobrevivência, até o cachorro acompanhava o rito de uma família que não tinha onde morar, onde trabalhar, ou uma creche onde pudesse inscrever os filhos. Esse é o retrato mais nu deste país.

E durante este sofrimento, este desespero diário que as pessoas sofrem, existe uma "novela" que está sendo transmitida diariamente nos jornais impressos e televisionados: é a novela da crise política. É a crise de um governo travado, que não vai a lugar nenhum. Já está morto, mas perambula como zumbi. O PT não está preocupado no que vai dizer nas campanhas eleitorais nos anos vindouros: ocupam seu tempo com uma propaganda falaciosa de que estão sendo vítimas de golpe de estado. Oras, façam-me o favor!

Dilma pode não estar segurando um fuzil como fazia nos seus anos de juventude, mas ainda sabe fazer terrorismo. Está usando a diplomacia brasileira para enviar cartas a governos estrangeiros a fim de acobertar sobre o que acontece por aqui. Ela sabe que a justiça está chegando cada vez mais perto da verdade e em breve virá à tona que sua ultima campanha presidencial foi em grande parte financiada com dinheiro de propina ou desviado de cofres públicos. É o que Marcelo Odebrecht tem a dizer na sua vez de entrar em cena. Seu pelotão de executivos de sua empreiteira já foi colocado em campo para começar a abrir a boca e cooperar com as investigações de Sérgio Moro. Mas um processo no TSE - que cassaria o mandato de Dilma e Temer ao mesmo tempo - demoraria muito tempo para ser consumado. O lado bom desta via de opção é que até lá Cunha já estaria cassado e afastado da presidência da Câmara dos Deputados. Mas não se sabe quem seria o tal "Interventor" que seria colocado na presidência da República.

Seja como for, qualquer banana seria melhor presidente do que esta bosta ambulante. Os brasileiros - eu inclusive - já perderam a paciência faz tempo. A indignação já foi transformada em ódio. Pessoas estão ocupando Brasília e São Paulo e armando acampamento em protesto contra este estado de coisas, até porque a massa desempregada não tem outra coisa para fazer mesmo.