quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estadão tentou vincular PCC com Black Bloc para apressar golpe militar



Adeptos da tática black bloc protestaram contra o aumento do
IPTU no dia 31/10/13. Naquela noite, a manifestação foi até
a casa do Fernando Haddad. Anarquistas manifestaram-se
 várias vezes contra petistas e há quem crê que o PT está por
trás das manifestações...


Ninguém percebeu, mas uma série de artigos vinculados no Estadão nas últimas semanas constitui num pedido de “intervenção” (leia-se: golpe) militar. Neste último final de semana, a revista Veja entoou o coro dos descontentes com o uso da expressão “movimentos ditos sociais” na seção “carta ao leitor”, além de colocar a figura do ministro Gilberto Carvalho como “pacificador” entre manifestantes e o governo. Ou o jornal está mal informado ou o seu papel do nesta incursão é o de manter a população propositalmente desinformada e fazer agitação política na opinião pública para que esta se sinta escandalizada contra a ÚNICA resistência atualmente existente contra o governo totalitarista atual e em vigor: os black blocs.


Dilma mandou seu "menino dos recados" e ministro, Gilberto Carvalho, para fazer
uma reunião em São Paulo para a qual vários coletivos de manifestantes foram convidados.
Ministro foi vaiado e houve protesto lá dentro. No meio da "intervenção", um rapaz
diz: aqui a polícia não pode bater na gente, né? Não pode dar tiro, não pode jogar
bomba, né?


De fato, o Foro de São Paulo existe e constitui uma ameaça real e letal contra a já precária democracia brasileira. Assunto já bastante explorado, procure na internet e verá que esta organização criada por Lula e Fidel Castro no início dos anos 1990 teve por finalidade reunir toda a esquerda latino-americana para conseguir nesta região das Américas o que havia sido perdido no leste europeu. Nesta tentativa de tomada do poder já em fase de iminência, segundo até analistas mais liberais, a estratégia aparente deste agrupamento de interesses era ganhar as urnas este ano por meio do pão e circo e estender um pouco mais sua permanência na presidência da república. Só assim conseguirão levar a cabo o desmantelamento das poucas instituições que ainda não estão totalmente corrompidas neste país. Diga-se de passagem, a leitura das atas do Foro de São Paulo não mostra a participação de nenhum grupo anarquista.


Print-Screen de uma nota divulgada pelo coletivo Território Livre,
rechaçando a tentativa do PT em cooptar movimentos - LEITURA
OBRIGATÓRIA: clique aqui para ler o texto completo


Se por acaso não fosse confusão, por qual motivo então o Estadão levaria a cabo uma campanha de satanização contra as demonstrações de insatisfação popular? Neste caso, a única alternativa que resta, e estariam ocultando isto de seus leitores, é que ou eles estão liderando ou, no mínimo, fazem parte de tal vertente oposicionista contra as intenções do Foro de São Paulo. Se tal vertente existir, ao mesmo tempo em que ela rivaliza contra o PT, constituem em si também uma ameaça de tomada do poder, pois o que querem não é a manutenção da democracia, mas os tanques militares nas ruas.

Portanto, estamos falando aqui de duas vertentes que desejam tomar o poder: o Foro de São Paulo com o PT, agora, esta outra ainda sem nome da qual o Estadão aparenta ser partícipe, juntamente com outros associados que ainda não mostraram a cara. É óbvio que os militares estão juntos. Nesta polarização de forças, é óbvio também onde se encontra a posição do PSDB quando o Estadão refere-se aos movimentos sociais como “caso de polícia”: parece até conversa de comadre.


Manifestantes, de maioria adepta da tática black bloc, exige saída da Dilma do cargo 
de presidente da república. Na opinião de vários editoriais, o PT mandou black blocs 
manifestar contra o PT: dããããã.........


A cereja do bolo desta campanha foi o vídeo produzido pelo jornalista Lourival Sant’Anna sobre alguns supostos black blocs. O próprio facebook pode servir como “termômetro” para saber se certas coisas são verídicas ou não. O vídeo vinculado à matéria foi condenado em todas as paginas em que vi ter sido comentado. O mesmo fenômeno ocorreu no caso da revista Época, quando aquele editorial disse que o líder dos black blocs era o Leonardo Morelli.



A veracidade do vídeo é superficialmente questionada nas entrelinhas de outros jornalistas do Estadão, neste artigo que saiu na  terceira páginaNão bastasse isto, agora até a Dilma diz que PCC não está envolvido com black blocs (e olha que o PT entende de quadrilhas...). Portanto, a matéria apenas foi mais uma campanha de satanização por parte de quem ainda se recusa acreditar que os protestos não são financiados por partidos políticos. Imagino que, com isto, o assunto vai esfriar um pouco. Já acusaram o Morelli, depois a Sininho, e agora o PCC. A lista está ficando cada vez mais curta para os conspiracionistas de plantão nas redações dos grandes jornais.