quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PM ameaca cidadao que registrou abuso de autoridade

Nao sou defensor da Constituicao de 1988 a qual, na minha opiniao, mais defende o criminoso que o cidadao comum.
Por outro lado nao e' possivel ignorar um crime tao absurdo perpretado por um policial, do qual, e em primeiro lugar, espera-se de sua funcao e servico a defesa da constituicao.
Nestas imagens dois policiais estariam utilizando cacetetes para agredir uma pessoa colocada na parte traseira da viatura.
Observa-se, no entanto, que o cinegrafista que fez estas imagens nada tem a ver com o criminoso ou suposto criminoso que ambos os policiais tentam deter.
As cenas foram feitas em Sao Paulo, noite de reveillon, entao sabemos o numero de bebados, drogados, etc. Nao me interesso pelo caso do homem que esta na viatura. Interesso-me pelo homem que segura a camera.
Filmar e registrar acontecimentos em via publica nao demanda autorizacao previa de ninguem. O profissional teve o exercicio de sua profissao constrangido apos receber a ameaca de ter sua camera levada embora - leia-se: roubada. Sim, tem gente que usa a farda para roubar - pelo menos e' o que subentende-se com a fala aqui reproduzida.
O video nao e' longo o suficiente para entender o contexto total, mas suficiente para entender que houve tentativa de interromper o trabalho de filmagem (como a imagem foi editada, nao se sabe se o cinegrafista filmou ate o ponto em que parou o video ou cortou-o numa edicao). Em circunstancia alguma um policial jamais pode mandar alguem interromper ou deixar de fazer qualquer outra coisa que nao seja crime previsto em LEI. 
Nos anos de 2013 e 2014, varios profissionais foram intimidados em ocasioes diferentes pela Policia Militar, senao quando eram maliciosamente "confundidos" com os manifestantes que saiam quebrando tudo pela frente. Eu mesmo, numa circunstancia em que estava absolutamente sem fazer  NADA, o choque atirou uma bomba em minha direcao, sendo que por graca divina nao sai ferido ou ocorreu qualquer fatalidade,

Se o caso do cinegrafista Santiago, que morreu em funcao de uma bomba lancada por manifestantes durante um protesto no Rio, como que um caso desses pode ser considerado menos absurdo?

A imprensa - corporativa ou alternativa - e' sempre tida como alvo de violencia como forma de "punicao" pelas coisas que escreve. Em uma sociedade de estado de direito tal qual se pretendeu construir com a Constituicao de 1988 e' inadmissivel que absurdos como estes continuem acontecendo. 
Amigos meus dizem que este pais esta em vias de se tornar uma ditadura bolivariana. Sem querer discordar deles, digo-lhes com frequencia que, com uma policia que intimida e quer controlar o que aparece nas paginas de jornal e na internet, nunca saimos de uma ditadura.
Fico imaginando o que diria meu avo, que era sargento da Forca Publica do Estado de Sao Paulo sobre tais fatos grotescos e nojentos. Policial que nao se permita servir-se exclusivamente para caçar criminosos, nao e' policial, e' simplesmente um escravo de interesses. E aqui pergunto: interesses proprios ou alheios? Fiquem com a reflexao.