sábado, 31 de janeiro de 2015

Que é essa coisa de anarquismo?

São pouquíssimas as pessoas que foram de esquerda e que possuem honestidade moral o suficiente para reconhecer, afinal, que a direita detém razão sobre muitas coisas sobre a vida, a moral, a economia, etc.




Imagine uma pessoa que trabalha como "carimbador de papel", um carguinho de comissão dado a ela por um partido político de esquerda. Esta pessoa passou a vida inteira colecionando contatos, amigos, colegas, referencias, desde quando estudou geografia, filosofia, historia, educação, ou seja lá qual faculdade de ciências humanas que fez numa desses antros repletos de professores de esquerda, digo, universidades. Você imagina alguém que abriria mão de tudo isto e finalmente reconhecer que anda com criminosos, traficantes de drogas, gente mentirosa e ladra? E' claro que este tipo de pessoa é bem rara.




Apesar dos sinais de desgaste do atual modelo político edificado pelo Lula, cuja receita consiste em gastar o quanto for necessário para angariar votos e enfiar na máquina do estado quantos caciques for possível, a falência deste modelo já era prevista pela direita que já sabia que este tipo de política já nasce falido. "Uma hora a fonte seca" disse o sr. Orlando, um escrivão de polícia, maçom, campineiro, de direita e saudosista do regime militar.


Me parece, no entanto, que desde a saída do FHC do poder, a direita ficou aguardando nas sombras a falência da política lulopetista para que finalmente  - ou magicamente? - as pessoas acordassem e vissem no neoliberalismo a única forma normal de vida.





O que os direitistas, como o sr. Orlando, não esperavam é que os esquerdistas arrumariam um jeito de continuar sendo de esquerda.


A eclosão da doutrina anarquista, digamos, veio em boa hora. E’ uma forma do militante de esquerda ser contra o PT sem deixar de ser esquerdista.