domingo, 27 de abril de 2014

MINISTRO DO GOVERNO PASSA VEXAME E É HUMILHADO POR MANIFESTANTES - HAHAHA SE FUDEU!

No último 24 de Abril, o ministro-chefe da secretaria-geral da presidência da república, Gilberto Carvalho, esteve presente na "Casa de Portugal", na Av. Liberdade, em São Paulo. O evento foi uma tentativa dos governos federal, estadual e municipal para "dialogar com a população".


Dilma tenta cooptar movimentos de rua

Divulgação: Presidência da república.
Segundo divulgação feita na página do Território Livre, dois assessores da presidência da república convidaram pessoas organizadoras dos atos contra a copa. Em nota, o TL afirmou que apenas foi para que o governo posteriormente não dissesse que "tentou fazer diálogo" com os organizadores dos protestos. 

Disseram que receberam um telefonema em menos de 24 horas antes do evento, tendo apenas poucas horas para responder se iam ou não.

Sem mencionar nomes, o TL afirma que foram cooptados por dois petistas, um sindicalista "de longa data, dos primórdios do PT" e "um rapaz mais novo". Ambos estariam ligados ao Gilberto Carvalho e disseram que o governo tem interesse no diálogo com os movimentos sociais, sobretudo, os movimentos pós-junho 2013.

A mesma nota informa que o Território Livre não vê futuro numa relação com os governistas, e ainda acusa os assessores de tentar enrolar os movimentos de rua e tentar cooptá-los para admissão ao PT.

Coisa semelhante ocorreu com os líderes dos rolezinhos, ao final de janeiro de 2014, situação esta em que o vereador Netinho de Paula (PCdoB) cooptou os líderes para entrar no União da Juventude Socialista.


Houve protesto dentro e fora da casa de evento

Uma faixa preta com as palavras "foda-se a copa". Cartazes com a frase "não vai ter copa". Do lado de fora uma faixa com a frase "Sem direitos não vai ter copa". O ministro Carvalho pode voltar a Brasília sentindo um pouco do gosto que existe nas ruas. Talvez o correto tivesse sido chamar o Choque para lhe dar umas balas de borracha e jogar gás lacrimogênio dentro da sala, assim não levaria apenas o gosto, mas a realidade.

Na reunião estavam vários militantes pagos pelo PT que aplaudiam os discursos e chegaram a gritar "vai ter copa", em total desprezo pelo sentimento dominante no país, as famílias despejadas, a corrupção, etc. O "Cidadão Anomico" estava transmitindo e você pode conferir a gravação completa neste link: (pt.twitcasting.tv/cidadaoanomico/show/1). Aproveitei e fiz um vídeo curto com os melhores momentos:




Algumas fotos que circularam nas mídias sociais:


Créditos: Contra a Copa (facebook)
Créditos: Contra a Copa (facebook)


Créditos: desconhecido.


Governos já estão derrotados

A própria "necessidade" do governo fazer uma reunião com movimentos de rua para dizer números e tentar justificar a ocorrência da copa já mostra que o governo admite desgaste político. Quais governos? Todos os que participaram da reunião: federal, estadual e municipal. 

Apesar deles não admitirem publicamente, basta qualquer um sentir nas ruas a "temperatura" e, diferente do que aconteceu em época de copa do mundo no passado, desta vez não há qualquer clima de festejo entre a população. A "copa das copas" vai ser uma festa em plena marcha fúnebre, com potenciais repercussões desastrosas na porvindoura campanha eleitoral, e é com ISTO que os governantes já estão se preocupando.



Leia na íntegra a nota divulgada pelo Território Livre: 

GOVERNO: NEM TENTE COOPTAR O MOVIMENTO. A LUTA É NA RUA!

Dois assessores da Presidência da República vinculados a Gilberto Carvalho — Secretário-Geral da Presidência da República — demonstraram interesse em conversar com organizadores dos atos contra a Copa do Mundo em São Paulo. Convidaram os coletivos que ajudam a organizar as atividades em SP para uma reunião. O convite foi feito no dia 23/04 na hora do almoço e a reunião seria no mesmo dia poucas horas depois.

Nem todos os coletivos foram, mas, assim como outros, o TL decidiu ir, depois de consulta interna ao grupo. Pensamos que não ir seria um erro tático, pois daria brecha para o governo acusar os movimentos de SP de não dialogarem, de serem intransigentes, etc. (o que poderia deixar parte da população contra o movimento). Definimos que a posição do TL lá seria somente a de ouvir os representantes, sem negociar ou barganhar nada. Foi a postura que assumimos. O TL não tem a menor crença ou esperança em tais espaços, nem em reformas por meio deste Estado.

Os dois assessores — um petista de longa data, desde os primórdios da fundação do PT, sindicalista, e um rapaz mais novo — enfatizaram na reunião que o governo está disposto ao diálogo; que quer fazer mais atividades como a desta quinta-feira, 24/04, na Casa de Portugal, para ouvir os movimentos, inclusive os movimentos do “pós-junho”. Enfatizaram que os próprios movimentos poderiam ditar local e formato dos debates, que o governo não colocaria nenhum “senão” ou empecilho, e que o próprio ministro Gilberto Carvalho poderia estar presente.

Da nossa parte, não vemos futuro nessas atividades. Pensamos que as intenções deles em chamar essas conversas só podem ser duas: 1. enrolar o movimento (e assim atrasar as nossas ações, tomar nosso tempo, parar os atos de rua); e 2. cooptar, mais cedo ou mais tarde, lideranças dos movimentos ou os próprios movimentos, quebrando a luta (o que não quer dizer, a priori, que isso vá acontecer, menos ainda significa uma acusação aos demais coletivos). 

O TL alerta que reuniões/debates com o governo, nesse formato, podem ser perigosas e comprometedoras para a perspectiva de criação do Poder Popular. O TL, como já foi divulgado, não concorda com o slogan “Se não tiver Direitos, não vai ter Copa”, embora ajude a tocar os atos. Nos focamos apenas no slogan “Não Vai Ter Copa” pois não acreditamos na eficácia de pedir direitos/reformas para o Estado do capital. Defendemos o Poder Popular, contraposto ao do Estado, como única forma de resolver de verdade os problemas da população. Temos certeza de que qualquer tipo de reforma — urbana, política, educacional, saúde — será absorvida pelo capitalismo em pouco tempo e, para piorar, a sua aprovação quebrará a luta por longo tempo. Qualquer “10% do PIB” a mais em qualquer área não dará conta dos problemas do povo trabalhador, que crescem numa velocidade muito maior que os orçamentos, graças à sede irracional do capital. O TL se foca no “Não Vai Ter Copa” porque quer o cancelamento da Copa no Brasil, e não reformas do Estado burguês. Cancelar a Copa no Brasil será uma das maiores demonstrações da força do povo trabalhador e da juventude, portanto, um grande passo para a construção do Poder Popular. Se nos perdermos no meio do caminho, alimentando ilusões na suposta função transformadora/progressista do Estado, dificultaremos a criação do Poder Popular.

Por tudo isso, pensamos, abrir espaço de palanque a figurões do governo é muito arriscado. Dentro do campo do reformismo, eles são e serão mais competentes e convincentes que a “esquerda” ou mesmo representantes do movimento. Os petistas são sofistas profissionais; têm todos os milhares de dados do governo; têm todas as localizações das verbas; sabem o que significa ter de negociar no Congresso com a bancada ruralista, com a bancada religiosa, etc. Na discussão com eles — dentro da lógica do reformismo — o movimento, em última instância, sempre perderá.

Não somos contra ouvir o governo e suas propostas — até para não sermos chamados de intransigentes diante da população. Mas não nos comprometemos com futuras reuniões se sua perspectiva for delinear propostas para pequenas reformas pelo Estado burguês. Se sentarmos para discutir pequenas reformas, em poucas décadas estaremos como esses vivos-mortos do PT, capachos do capital. 

O Território Livre reafirma: neste momento, queremos o cancelamento da Copa do Mundo no Brasil, e nada mais. Tomem nota, parasitas do governo!
Não vai ter Copa!
Ocupar, criar, Poder Popular!